Política

Câmara de Santos corre o risco de ficar sem mulheres

11/11/2025 Marco Santana
Divulgação/CMS

A Câmara de Santos corre o risco de, a médio prazo, ter apenas uma mulher nesta legislatura e, em 2027, nenhuma. Os principais motivos são as trocas no primeiro escalão do governo municipal e as ambições eleitorais de ocupantes do Legislativo santista.

O atual mandato começou com três mulheres na Câmara: Débora Camilo (PSOL), Renata Bravo (PSD) e Cláudia Alonso (Podemos), primeira suplente que assumiu a vaga pois o titular, Fabrício Cardoso, assumiu o comando da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos.

Com a ida de Renata Bravo para o governo municipal, como secretária de Desenvolvimento Social, restaram apenas duas. A representação do sexo feminino pode se restringir a apenas uma a partir de abril, caso Fabrício Cardoso deixe o cargo no Poder Executivo e assuma sua vaga no Legislativo, pois ele pretende ser candidato a deputado estadual no ano que vem e, para isso, precisará se desincompatibilizar do cargo na Prefeitura.

Débora Camilo (PSOL) já anunciou que pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa no ano que vem. Suas chances de vitória são grandes, pois, além de ter sido a vereadora mais votada no ano passado (8.016 votos), o partido pretende centralizar esforços na Baixada Santista em sua candidatura. A estimativa é de que sejam necessários cerca de 45 mil votos para conquistar a vitória.

REDUÇÃO

Com exceção da legislatura 2013-2016, a participação feminina na Câmara de Santos sempre foi constante. Os mandatos com o maior número de mulheres foram os de 1993-1996 e 2001-2004, cada um com quatro delas.

Na legislatura 1993-1996, havia quatro mulheres: Maria Lúcia Prandi, Maria do Socorro, Mariângela Duarte e Suely Maia (todas do PT).
No de 1997-2000, duas: Cassandra Maroni e Sueli Morgado (PT); entre 2001 a 2004, quatro: Cassandra Maroni, Luzia Neófiti, Suely Morgado (PT) e Sandra Arantes do Nascimento (PDT).

Já na legislatura 2005-2008, três: Cassandra Maroni, Suely Morgado (PT) e Sandra Arantes do Nascimento (PDT). Entre 2009-2012, duas: Cassandra Maroni e Telma de Souza (ambas do PT).

Na mandato 2013-2016, nenhuma mulher conseguiu se eleger como titular. Primeira suplente, Fernanda Vannucci (PPS) assumiu entre 4 de fevereiro de 2013 e 4 de abril de 2014, no lugar de Marcelo Del Bosco.

Na legislatura 2017-2020, a Câmara contou com duas: Telma de Souza e Audrey Kleys (PP). Em
2021-2024, três: Telma de Souza, Audrey Kleys (PP) e Débora Camilo (PSOL).

No mandato atual, que vai até 2028, apenas duas se elegeram diretamente: Débora Camilo (PSOL) e Renata Bravo (PSD). Apesar da votação expressiva (1838 votos), Claúdia ficou como primeira suplente e assumiu a vaga, no início da legislatura, com a ida de Fabrício Cardoso para o governo municipal.