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Santos terá oito representantes no Mundial Paraciclismo de Pista, no Rio de Janeiro

14/10/2025 Da Redação
Divulgação

Santos será representada por oito atletas no Mundial UCI de Paraciclismo de Pista, que começa na quinta-feira (16) no velódromo do Parque Olímpico do Rio de Janeiro, reunindo 614 participantes de 37 países. A delegação conta com três ciclistas masculinos, incluindo o recém-coroado tricampeão mundial de estrada Lauro Chaman, além de duas ciclistas e uma pilota. A equipe também inclui a massagista Isabela Gonçalves e o técnico Claudio Diegues, todos da Soul Cycles Santos-Fupes.

Ao lado de Lauro, estarão os ciclistas Dirceu Almeida, Roberto Neto, Amanda de Paiva, Márcia Fanhani e a pilota Maria Muller, um dos principais nomes da equipe, com vasta experiência. O grupo já se encontra no Rio para se preparar, com competições iniciando na quinta-feira.

Lauro, que conquistou o tricampeonato mundial de estrada em agosto na Bélgica, tem boas lembranças do velódromo. Em 2018, ele ganhou a medalha de ouro na prova de Scratch e também assegurou duas medalhas nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, uma prata na prova de estrada e um bronze no contrarrelógio. “O Rio de Janeiro é, sem dúvida, o lugar onde fui mais feliz competindo, tanto na Paralimpíada quanto no Mundial, especialmente com minha família presente. Ter minha avó ao meu lado no velódromo foi muito gratificante”, recorda Lauro.

Expectativas

Para o Mundial, Lauro evita falar sobre expectativas de medalhas, ciente da alta competitividade. “Quero fazer o meu melhor, mas é difícil prever se conseguirei uma medalha. Prefiro focar nos treinos e me preparar da melhor forma possível, e se Deus quiser, terei a chance de comemorar”, afirma o campeão, ressaltando que sua recente conquista é uma fonte de motivação. “Com 38 anos, não esperava ter um desempenho tão bom este ano, vencendo etapas da Copa do Mundo e garantindo o Campeonato Mundial de estrada. Isso me motiva a continuar competitivo”, declara o atleta da Fupes.

No Mundial de Pista, sua prova favorita é o Scratch, a mesma em que foi campeão mundial em 2018. “É a que mais gosto, pois é como uma prova de estrada dentro do velódromo. São 60 voltas, e quem cruzar a linha de chegada primeiro vence. Sempre aprecio essa disputa, tanto no convencional quanto no paralímpico”, explica.

Lauro também destaca as vantagens de competir no Rio de Janeiro. “Competir em casa é um grande benefício. Já estamos adaptados ao idioma e o clima aqui é muito agradável. Considero o Rio uma cidade linda e sempre gosto de competir aqui”, enfatiza.

“Minha boa fase é resultado do apoio constante da Fupes e do Claudio Diegues, além da minha família, que sempre me ajuda. Estou muito feliz com este ano e, quem sabe, uma medalha venha para o Brasil”, conclui Lauro Chaman.