
Nenhuma vítima foi encontrada nas imediações da embarcação; duas pessoas seguem desaparecidas
A Marinha do Brasil informou que a lancha “JANY”, que havia naufragado na região de Itanhaém (SP), foi recuperada na altura da Praia da Baleia, em São Sebastião, a cerca de 11 km da costa, nesta quarta-feira (27). O casco da embarcação foi avistado pela aeronave SC-105 da Força Aérea Brasileira (FAB).
Ele foi reflutuado pela equipe de mergulhadores do Grupamento de Patrulha Naval do Sul-Sudeste e agora está a bordo do Navio Patrulha Guajará, onde segue em transporte para a Capitania dos Portos de São Paulo para passar por perícia. Nenhuma vítima foi encontrada nas imediações da embarcação. Um Inquérito Administrativo foi aberto para identificar o que causou o naufrágio.
As ações de Busca e Salvamento (SAR) seguem em andamento com o emprego do NavioPatrulha Guajará. Até o momento, foi localizada e resgatada apenas uma vítima, reconhecida por familiares da vítima de acordo com o Instituto Médico Legal de Caraguatatuba (SP).
Sem confirmação
Ao longo desta quarta feira, a Força Aérea Brasileira divulgou, por nota, que um segundo corpo havia sido localizado nas imediações da Ilha das Couves, em Ubatuba. Questionada pelo Jornal da Orla, em nenhum momento a Marinha do Brasil confirmou a informação. Portanto, oficialmente, apenas um corpo foi localizado e reconhecido.
Resgate e buscas
O corpo resgatado ontem (26), era de uma mulher vestindo um colete salva-vidas, de barriga para cima e cabeça submersa, em adiantado estado de decomposição. Ele estava nas proximidades da Ilha do Montão de Trigo, na costa de Barra do Sahy, em São Sebastião.
A vítima foi reconhecida pela família como Maria Aparecida da Silva Dias, de 56 anos, uma das pessoas desaparecidas após a lancha afundar. Além dela, estavam no barco e seguem desaparecidos o marido, Lucídio Francisco Dias, e o filho do casal, Bruno Silva Dias.
Quatro aeronaves – duas da Polícia Militar e duas da Força Aérea Brasileira (FAB) –, o navio-patrulha Guajará, da Marinha do Brasil e 62 militares estão envolvidos nas buscas por outros dois tripulantes da lancha “Jany”. “Cobrimos uma área de busca de aproximadamente 2700 km² na costa do Litoral Paulista”, informa o Capitão de Fragata Igor da Silva Alves, comandante do Grupamento de Patrulha Naval Sul-Sudeste e porta-voz do 8º Distrito Naval da Marinha, responsável pelo controle central de toda operação.
De acordo com informações do militar, o navio-patrulha Guajará passou a atuar na procura dos tripulantes e da lancha desde domingo (24). Há informações de que outros barcos de particulares, como pescadores e outros operadores náuticos também participam das buscas, mas a Marinha não confirma. “Nestes três dias, as equipes envolvidas têm encontrado dificuldades na operação por causa das condições adversas de clima, baixa visibilidade, correntes marítimas fortes, além da distância da costa”, relatou o comandante.
As autoridades envolvidas seguem nas buscas às vítimas desaparecidas e à embarcação. Capitão Igor disse que não há uma previsão de quanto tempo a operação vai permanecer em ação. “Quem determinará isso será o Comando do 8º Distrito Naval. De qualquer forma, a Capitania dos Portos já abriu inquérito para investigar e apurar as causas desta tragédia”.


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