Metrópole

BS Debate coloca ações conjuntas como saída para a segurança

23/08/2025 Josi Castro
Fernando Yokota

Autoridades apontam caminhos para aumentar tranquilidade da população da Baixada

“Segurança Pública se faz com a união das várias forças de segurança. Não importa a cor da farda, se é azul, cinza ou amarela. Todo mundo do setor trabalha em prol da população, seja o veranista ou o morador. É a prioridade, principal pauta de cada cidade”. A fala da Secretária de Segurança Pública de Bertioga, Thalita Walperes Ramos deu o tom das palestras durante a terceira edição do BS Debate – inciativa fruto da parceria do *Jornal da Orla*, TV Record Litoral e Vale e Associação Comercial de Santos (ACS) – que aconteceu nas dependências da ACS, em Santos, nesta segunda-feira (15). O evento reuniu autoridades, profissionais e especialistas de segurança pública da região da Baixada Santista, para entender a realidade de cada município e encontrar maneiras integradas de combate ao crime nos nove municípios.

Durante o primeiro painel, “Construindo um acordo de segurança metropolitano”, a unanimidade dos debatedores foi sobre a necessidade da constante trocas de informações entre todas as forças de segurança das nove cidades. “Se juntar todas as nove cidades, somos mais de 2 mil guardas municipais que podem sim trabalhar conjuntamente, atuando em apoio às demais forcas, para que a população tenha o suporte e amparo devido. Quando as forças policiais falham, temos condições de dar suporte nas ocorrências de maior necessidade. É importante que esse tipo de convênio avance”, ressalta o comandante da Guarda Civil Municipal (GCM) de Cubatão, Ricardo Alcaraz.

O Secretário de Segurança Pública de Peruíbe, Cristhian Rodrigues, destacou a importância da parceria do Poder Público Municipal com a Polícia Militar do Estado no intuito de diminuir o índice de criminalidade na cidade do Litoral Sul paulista, principalmente no período de alta temporada. “Reduziu as reclamações de perturbação de sossego, embora ainda haja alguns turistas degradativos que descem a serra para instigar as pessoas a desrespeitarem as leis. Nosso foco também está na fiscalização de trânsito. E a ideia é continuar firme nessa patrulha para continuar diminuindo ainda mais os números”.

O titular da pasta em Itanhaém, Milton Saldiba, destacou a “Vigilância Solidária”, programa desenvolvido na cidade, na qual a própria população ajuda a proteger a vizinhança. “Temos registrados várias ocorrências de invasão a residências de veraneio, muitas vezes em condição de abandono, mesmo em bairros populosos. Na Prefeitura, há um departamento que recebe denúncias de invasão seja em áreas públicas ou privadas, que funciona com o apoio da GCM, do setor de Inteligência e do Conselho de Segurança (Conseg)”, informa. O mesmo programa foi citado em Bertioga e em Peruíbe, mas nessas localidades funciona em parceria com a Polícia Militar.

As experiências das forças específicas de proteção a mulher e combate à violência doméstica também foram exaltadas no BS Debate. A depender da cidade, as “Patrulhas” ou “Guardiões Maria da Penha” atuam não só com essas vítimas. “Também atendemos aos casos que atentam contra a Lei Henry Borel, que são as vítimas que sofrem abuso infantil. Nossa equipe presta todo suporte e acolhimento contínuo a essas mulheres e crianças que são violentadas. Temos um aplicativo que funciona como um ‘botão de pânico’, em que a gente consegue dar uma pronta resposta em caso de perigo iminente ou quebra de medida protetiva”, defende o comandante da GCM de São Vicente, Rubens Góes.

Sandro Castilho, subcomandante da GCM de Guarujá pontuou sobre a influência da central de monitoramento na prevenção de crimes como roubos, furtos e tráfico de drogas “São mais de 2,7 mil câmeras instaladas em toda a cidade, incluindo em escolas, hospitais, locais públicos de lazer e pontos turísticos. Fora isso há rondas ostensivas nos pontos mais críticos, seguindo a estatística de ocorrências. Por isso a importância da população em fazer o boletim de ocorrência, principalmente para esses casos, assim temos condições de operar com mais eficiência na vigilância e na prevenção de crimes”, observa.

Wagner Fernandes, comandante da GCM de Santos, apontou a necessidade de uma capacitação desses agentes de segurança de uma forma mais metropolitana. “Existe uma ideia antiga de criar um Centro de Formação dos Guardas Civis da Baixada Santista. Logico que cada município tem sua característica, mas a teoria de atuação é a mesma. Trabalhando em conjunto todas as cidades juntas, não só na capacitação, como também na compra de armamento que sairia mais barato”, comenta.