
Delegada não esconde a ansiedade e já fala em “bandeiras” do mandato
A delegada Raquel Kobashi Gallinati está em contagem regressiva para assumir a vaga de deputada estadual pelo Partido Liberal (PL), na Assembleia Legislativa de São Paulo. Não esconde a ansiedade e já fala em “bandeiras” do mandato e até em candidatura à reeleição, em 2026, declarando apoio ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e ao deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).
Gallinati aguarda a nomeação do parlamentar Carlos César (PL) para o Tribunal de Contas do Estado, o que pode acontecer a qualquer momento. “Não tenho o poder para definir a data correta. Eu assumo concomitantemente à nomeação dele. Como sou suplente da legenda, assumirei a cadeira da deputada Valéria Bolsonaro, que está afastada porque é secretária da mulher. No lugar do Carlos César assume o deputado André Bueno, que hoje ocupa a cadeira da Valéria. Nesse jogo de cadeiras, devo assumir entre outubro e meados de novembro”, declarou durante participação no programa Orla Notícias, na Rádio Santos (92.5 FM) e no canal Orla Play (Youtube), ontem.
Delegada de polícia desde 2012, primeira mulher a presidir o Sindicado de Delegados de Polícia do Estado, diretora da Associação Nacional de Delegados e, até recentemente, secretária de Segurança da Prefeitura de Santos, responsável pela Guarda Civil Municipal, obviamente as pautas definidas por Gallinatti estão centradas em segurança pública. No entanto, ela destaca um aspecto entre suas metas: “A minha experiência em Santos me deu outra paixão como bandeira, objetivo, trabalhar pelas polícias municipais no estado. São homens e mulheres que combatem o crime e não têm o reconhecimento da sua atribuição, muitas vezes por ignorância do que está previamente escrito na lei, na Constituição Federal, na própria lei orgânica nacional, na lei que rege as Guardas Civis Municipais”.
A jornalista e apresentadora do Orla Notícias, Adriana Cuttino, lembrou que, recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a legitimidade da atividade de polícia civil e comunitária. “As pessoas não sabem qual é a função. Não sei qual é a dificuldade de entender que as guardas municipais integram as forças de segurança, no âmbito local, a partir do momento que o chefe do Executivo optou pela criação. É uma obrigação do Município auxiliar o Estado nas estratégias de segurança”, complementou a delegada.
Ao comentar sobre a importância das guardas municipais, Raquel Gallinati lembrou da experiência à frente da Guarda Civil santista e admitiu que uma das questões fundamentais para o fortalecimento das corporações é evitar a instrumentalização. “Muitas vezes, a segurança municipal fica instrumentalizada para interesses políticos de determinados grupos. A segurança pública é pública. Deve ser democrática e servir a todos, e não a parcelas determinadas da cidade. Há parlamentares locais, vereadores, que ainda estão com aquela pecha antiga de utilizar o que é do povo, do munícipe”, disse.
Ela garante que também fará uma “defesa irrefutável” das vítimas vulneráveis: idosos, mulheres, crianças. “Quando a segurança pública está extremamente demandada é porque outras esferas de políticas públicas estão adoecidas, ineptas, não estão cumprindo o seu papel, seja na base da educação, moradia, infraestrutura, saúde, na assistência social. Claro que, se não funciona nada de maneira competente, a sociedade se torna caótica e desestruturada, e todos os problemas causados pela ausência dessas políticas vão desaguar no campo da segurança”, diz.
Em relação ao mandato na Assembleia Legislativa, a delegada explica que, no Tribunal de Contas, uma vaga está aberta e outra vacância deve ocorrer em breve, o que só aumenta a ansiedade. “Estou em vias de assumir como deputada estadual e irei, sim, para a reeleição, com a mesma pauta, que é o fortalecimento da segurança pública. Estou no grupo do governador Tarcísio de Freitas e sou parceira do deputado federal Paulo Alexandre, aliás, o único parlamentar atuante da Baixada Santista”, declara, sem perder a oportunidade de cutucar colegas de partido. n


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