
A situação do Complexo Hospitalar da Zona Noroeste, referência em atendimentos de urgência e emergência em Santos, será um dos principais assuntos da audiência pública que acontece na Câmara hoje, às 19h.
A atividade foi convocada por iniciativa do vereador Marcos Caseiro, que é médico infectologista. De acordo com ele, que realizou visita técnica à unidade, o cenário é crítico. “Denúncias apontam o fechamento de leitos e a precarização de serviços essenciais.
O hospital presta atendimento 24 horas em ginecologia/obstetrícia, cirurgia buco-maxilo-facial, soro-vacinação antirrábica e cuidados pós-alta para grandes queimados. Também realiza ultrassonografias, ecocardiogramas, curativos complexos e infusão de medicamentos de alto custo. Atualmente, o equipamento principal de raio-X está quebrado, restando apenas o portátil”, diz.
Dados divulgados pela assessoria do vereador, com base na visita que ele fez apontam, por exemplo: Clínica Médica – 10 leitos fechados (100%); UTI Adulto – 4 dos 7 leitos inativos; UTI Neonatal – 1 dos 6 leitos fechado; Psiquiatria – 5 dos 10 leitos fechados.
O parlamentar destaca que foi informado que a paralisação de alguns serviços teria sido motivada por obras da nova cabine primária de energia. No entanto, ele afirma que a realidade é mais grave: “O hospital enfrenta um déficit de 153 profissionais, incluindo médicos, enfermeiros e equipe multiprofissional. As horas extras, indispensáveis para manter o funcionamento, foram reduzidas e parte delas sequer foi paga. Sem reposição de pessoal e com a estrutura física degradada, o atendimento à população está comprometido”.
DEMANDAS HISTÓRICAS
A Zona Noroeste concentra parcela significativa da população santista, com demandas históricas em áreas como atenção básica, estrutura das unidades de saúde, acesso a exames, atendimento especializado e saúde preventiva. “Nosso objetivo é dar voz à comunidade, identificar gargalos e propor medidas efetivas que melhorem o atendimento. A Zona Noroeste não pode continuar sendo esquecida quando o assunto é saúde pública”, destaca o vereador Caseiro. n


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