
Os nadadores Gulherme Caribé e Stephanie Balduccini estão empilhando medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos Junior (ASU) 2025, que acontecem em Assunção, no Paraguai. Ambos os atletas já somam duas e três medalhas douradas na competição, respectivamente.
Stephanie, embora tenha apenas 20 anos, é uma das nadadoras mais experientes da delegação brasileira. A representante da Unisanta já participou de duas olimpíadas e cinco mundiais. No ASU 2025, ela foi ouro no revezamento 4×100 feminino, no revezamento misto e também nos 200m livres, onde estabeleceu o recorde pan-americano com a marca de 1m58s83.
O bom desempenho da atleta no ASU 2025 vem logo após ela ser eliminada precocemente dos 100m no Mundial de Singapura, situação que abalou Stephanie, que, na época, desabafou: “Não foi uma prova muito boa. Eu sou recordista sul-americana nessa prova. […] Infelizmente, eu preciso sentar e analisar o que eu e meu técnico fizemos de errado. Fiquei o verão inteiro longe da minha família para treinar para o Mundial. Então, eu estou muito confusa. Acho que essa é a parte mais difícil desse esporte. A realidade por trás dele não é fácil na maioria das vezes. A gente normalmente não consegue o que a gente quer. Esse é meu quinto Mundial. Eu queria chegar aqui e fazer algo histórico e infelizmente não veio”.
Ao Lance!, a nadadora explicou como está lidando com a situação. “Têm sido umas semanas bem difíceis, não tenho dormido quase nada, vários dias chorando, e as pessoas podem até não entender, mas só quem treina todo dia e está lá todo dia sabe o quão frustrante é nós atletas irmos para o nível mundial e não performar do jeito que quer. Eu falei com alguns psicólogos, eles me ajudaram bastante. E minha mãe, minha família, eu voltei para casa, em São Paulo, depois de muito tempo longe da minha família, saí para jantar, conversei com meus pais, me ajudaram bastante. E acho que estar aqui na Seleção Júnior é mais o pessoal que está me ajudando, porque eles me fazem rir, eles me distraem, eles me mostram que tem hora para focar e hora para se divertir, e isso é um pouco difícil no absoluto”, finalizou.
Junto dela, Guilherme Caribé, outro representante da Natação Unisanta que teve atuação primorosa no Mundial, disputando três finais, subiu ao pódio do ASU 2025 duas vezes: no revezamento misto e no 4×100 masculino. O nadador passou por alguns problemas para retornar de Singapura, mas conseguiu chegar a tempo para a competição em Assunção. “Acabamos de descer do Mundial, em Singapura. Foi um Mundial muito cansativo para mim, física e mentalmente. Essa competição [Pan Jr], querendo ou não, está sendo um grande desafio. Tive dois dias de folga em São Paulo e vim para cá já para competir. Está sendo um desafio mental participar dessa competição, mas estamos levando da melhor forma possível, com todo o apoio”, disse o nadador ao UOL. Aos 22 anos, Caribé também integra o time de Embaixadores do Pan Júnior.


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