Metrópole

Hospital dos Estivadores realiza primeira cirurgia de captação de órgãos

01/08/2025 Da Redação
Divulgação/PMS

Seção especializada atua no suporte a processo para viabilizar doações

Pela primeira vez em sua história, o Complexo Hospitalar dos Estivadores realizou uma cirurgia para a retirada de órgãos: dois rins que beneficiarão pacientes aguardando por transplante.

A doação foi fruto de um trabalho integrado em rede. Santos possui uma Seção de Captação de Órgãos e Tecidos (Secapt), que atua diretamente no suporte técnico às equipes das unidades durante todo o processo de notificação, diagnóstico de morte encefálica e viabilização da doação de órgãos e tecidos.

A seção é notificada pelas unidades de saúde municipais sobre os casos em que a doação é possível e realiza a sensibilização dos familiares. Somente com o consentimento destes a doação pode ser realizada. Após conclusão do protocolo de morte encefálica, os profissionais da Secapt conduzem uma entrevista com familiares, que autorizam a captação dos órgãos.

O rim pode ser transplantado em até 48 horas após a retirada. A lista de espera por este órgão é organizada com base no tipo sanguíneo, tempo de inscrição e compatibilidade genética. A seleção do receptor é feita pela Central de Transplantes da Secretaria Estadual de Saúde e supervisionada pelo Ministério Público.

De acordo com dados de março de 2025 da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, 39.363 pessoas aguardam por transplante de rim no Brasil, sendo 18.581 apenas em São Paulo. Trata-se do órgão com mais demanda nas listas de espera em todos os estados brasileiros.

OUTRAS CAPTAÇÕES

Neste ano, o trabalho da Secapt, em rede com as unidades municipais, propiciou a captação de 16 córneas, quatro rins e um fígado. “A doação de órgãos e tecidos é um ato de amor que transforma vidas. Por trás de cada doação há uma equipe incansável, comprometida com cada etapa do processo, desde a notificação até a captação. O trabalho da Secapt é essencial para que tudo isso aconteça com ética, agilidade e sensibilidade”, salienta Danielle Caliani, chefe da Secapt.