Esportes

Giovani Aubin leva o taekwondo santista pelos tatames de todo o mundo

12/07/2025 Matheus Vieira
Divulgação/CBTKD

Classificado para os Jogos Universitários Brasileiros (JUBS), a maior competição multiesportiva universitária da América Latina, e para o Campeonato Pan-Americano de 2026, Giovanni Aubin, taekwondista de 22 anos, é um dos líderes da modalidade na cidade e está focado em acumular pontos no ranking para representar Santos e o Brasil nas Olimpíadas de Los Angeles, em 2028.

“A classificação foi bem tranquila. Enquanto acontecia a seletiva aqui no Brasil, eu estava representando a seleção nos Estados Unidos. Na minha categoria (até 54kg), o finalista da seletiva iria me enfrentar. Foi uma boa luta, eu venci e já garanti a vaga para o JUBS e para o Pan. Mas antes dos dois, vou representar Santos nos Jogos Regionais”, conta.

O atleta da Fupes ocupa atualmente o 1º lugar do ranking americano, 5º lugar mundial e o 15º do ranking olímpico, mas está confiante nos resultados do JUBS e do Campeonato Pan-Americano, do qual também está classificado. “Tem muitas maneiras de classificar para as olimpíadas. O Pan vale muitos pontos, mas antes dele eu ainda tenho a Presidents Cup, no Peru, que também conta bastante. Além disso, tem um Grand Slam da China e a seletiva pré-olímpica”, explica o atleta. “Esses campeonatos têm o valor máximo para o ranking olímpico, são 40 pontos, acima deles só os Jogos Pan-Americanos”, finaliza.

Giovanni ressalta que, no entanto, nada disso seria possível sem o apoio familiar. “Meu tio me apresentou ao taekwondo, por volta dos meus seis anos. Quando eu atingi a faixa verde, acabei me mudando para Vicente de Carvalho e meu pai me colocou em uma academia por lá, onde eu fiquei até 2018, quando peguei a faixa preta nessa academia, do mestre Fredy Massa. Nesse período, a academia deu uma parada nas competições, mas meu pai insistiu para que eu continuasse buscando e desde então não parei de competir”, conta.

O lutador participa de competições desde pequeno, mas foi após a insistência do pai que ele se voltou à sua profissionalização. “Eu sempre fui muito competitivo. Minha primeira competição, ainda na faixa amarela, não valia muita coisa, né?! Muito novinho ainda… Mas minha família estava lá, minha mãe chorou e tal. E a gente sempre precisou de muitos apoios. O taekwondo não é tão popular quanto o futebol e as inscrições de campeonatos internacionais são caras. Meu pai sempre fez essa correria, sempre trabalhou muito, fez Uber para complementar a renda, por exemplo. Além da inscrição, que pode chegar a 150 dólares, ainda tem viagem, hospedagem, transporte, alimentação…”, relembra.

VIDA REGRADA

Aubin é um dos grandes destaques do esporte santista e, apesar de jovem, leva a vida de atleta a sério. Entende o que pode e não pode fazer e também a sua evolução enquanto lutador. “Durante o tempo, as coisas mudam, né? Eu mudei minha mentalidade dentro do tatame, por exemplo. A gente aprende a ser um pouco mais frio”, analisa. “Sobre lidar com a vida de atleta: já faz parte. Eu sei como posso comer, até que horas posso ficar acordado, está entendi como meu corpo funciona e eu tenho amigos que entendem isso, o que é ótimo”, explica.

Com tanta experiência, é natural que Aubin se torne um exemplo para quem está iniciando no esporte. Sereno, ele destaca que a persistência é a chave para o sucesso. “Eu digo para insistirem, persistam, que uma hora acontece. Se é isso que você quer, busque”, aconselha.