Metrópole

Baixada Santista terá 25 novos leitos de UTI neonatal

26/06/2025 Josi Castro
Fernando Yokota/Jornal da Orla

Secretário de Saúde do Estado confirmou número; expectativa é que unidades comecem a operar até o final deste ano

A Baixada Santista contará com 25 novos leitos de UTI neonatal até o final de 2025. O anúncio foi feito pelo secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Eleuses Paiva, durante a reunião ordinária do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), nesta quarta-feira (25), em São Vicente.

Desse total, 10 vagas se referem a novo Complexo Materno Infantil de São Vicente, que receberá um investimento do Governo do Estado, num montante total aproximado de R$ 48 milhões ao longo de 31 meses. Os outros 15 leitos serão instalados no novo setor de maternidade do Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, que é de gerência estadual e está em fase de projeto, a ser instalado no térreo do Pavilhão 5 do complexo hospitalar. O custeio previsto desta iniciativa não foi divulgado.

“Leitos de UTI neonatal são uma demanda importante da Baixada Santista e a ideia do Governo do Estado é ampliar o atendimento de alta complexidade aqui na região. A maternidade de São Vicente é um projeto antigo não só da Cidade, mas de toda a população. E o Guilherme Álvaro já tem um projeto pronto para atender a esta mesma demanda. Com isso, praticamente dobramos essa oferta de serviço”, afirmou Paiva.

MATERNIDADE VICENTINA

Atualmente, São Vicente conta com 13 leitos desse segmento, sendo oito deles dentro do Hospital São José, onde funciona, por enquanto, a maternidade do município. O novo prédio, construído no Parque Bitaru com recursos da Fundação Lusíada, está em fase final de acabamento. Já está programado um primeiro repasse, num montante de R$ 3 milhões para o custeio dos equipamentos e mobiliário da nova unidade de saúde. A previsão é de que Complexo Materno Infantil da cidade comece a operar no segundo semestre deste ano.

“Minha expectativa é que a mamãe e o bebê possam ter a sua criança aqui. E que, no futuro, se o Estado tiver interesse, a gente possa ter a estrutura para atender regionalmente. Estamos contando os minutos para que o prédio finalize”, declarou Kayo Amado (Podemos), prefeito de São Vicente. “ Num primeiro momento é para já absorver uma necessidade de São Vicente e esperamos fazer um mínimo de 1.500 partos por ano”.

A maternidade terá serviços de urgência e emergência em ginecologia, obstetrícia e pediatria, além de exames de média e alta complexidade. A estrutura contará com 35 leitos obstétricos, um centro de parto normal com cinco camas e ambulatório especializado para o acompanhamento de gestações de risco intermediário. Na terapia intensiva, somados aos da UTI Neonatal, serão 10 leitos de cuidados intermediários convencionais e cinco de cuidados intermediários canguru. Os recursos mensais anunciados serão destinados para o custeio da unidade, na assistência ao pré-natal, parto, puerpério e cuidados neonatais.

HGA

No Guilherme Álvaro, a ampliação do atendimento obstetrício e neonatal de alta complexidade ainda está na fase de projeto. A ideia é remanejar o setor, que funciona no segundo andar do prédio principal, para o espaço no térreo do complexo hospitalar onde também serão concentrados os serviços de parto normal e pediatria neonatal – estes dois com a estrutura já instalada e em finalização.

“Estamos ainda ajustando alguns detalhes técnicos, que não temos como divulgar agora. Mas pretendemos equalizar os leitos de maternidade de alta complexidade, que são 20 ao todo, com os de UTI neonatal, na qual só temos oito. E isso cria um gargalo no atendimento infantil de urgência”, explicou a diretora técnica do Hospital Guilherme Álvaro, a pediatra Ana Beatriz Soares.

Eleuses Paiva foi enfático quanto à entrega deste empreendimento. “Acreditamos que, num prazo de seis meses, a gente coloca estas UTIs neonatais para funcionar. Precisamos aumentar esse serviço para dar conta da demanda que já existe e passaremos o do HGA para 20 leitos. Quando falamos em terapia intensiva, pretendemos ampliar esse atendimento para todos os serviços, incluindo adulto e pediátrico”.