Metrópole

Ralos e vasos de planta lideram encontros de larvas de Aedes em Santos

16/06/2025 Da Redação
Divulgação/PMS

Levantamento revela os locais com maior concentração do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika na cidade

A Avaliação de Densidade Larvária (ADL), estudo realizado durante todo o mês de maio em Santos, mostrou que os ralos (internos e externos) e os vasos de plantas são os locais onde mais foram encontradas larvas de mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana. De 139 recipientes identificados com larvas, 36,95% eram ralos de ambientes externos; 21,05% ralos de ambiente interno e 17,61% pratos de plantas.
“Se todos fizerem o controle e a higienização correta destes e de outros locais, nossa expectativa é reduzir bastante a quantidade de larvas e, consequentemente, de mosquitos e circulação das doenças em nosso município”, explica Ana Paula Valeiras, diretora de Vigilância em Saúde.
Em 2025, Santos registra 2.668 casos de dengue, com 1 óbito, e 47 casos de chikungunya.
COMO LIMPAR?
Os ralos localizados em ambientes externos, como nas áreas comuns dos edifícios e nos quintais de casa, devem ser telados. Mas somente a tela não é o suficiente. É importante que sejam tratados duas vezes por semana, com sal grosso ou água sanitária. Esse procedimento pode ser usado nos ralos que ficam dentro de casa e não são do tipo abre e fecha, que é o mais recomendado para manter o mosquito longe da sua família.
Já os pratinhos de plantas não bastam estar secos. É importante lembrar que um ovo do Aedes pode sobreviver por até um ano em uma superfície seca até que encontre condições favoráveis para eclodir (água + calor).
“É importante não deixar água acumular mas, independentemente disso, é importante limpar o pratinho com esponja, água e sabão, para eliminar a possibilidade de proliferação do mosquito. A gente não consegue identificar o ovo a olho nu, pois mede cerca de 0,4 milímetro. A limpeza se torna uma grande aliada neste enfrentamento”, destaca Boanerges Oliveira, chefe do Centro de Controle de Zoonoses e Vetor. O especialista também enfatiza a importância de separar dez minutos semanalmente para vistoriar toda a casa.
OUTRAS DICAS
* Pias – verificar vazamentos e manter ralo vedado
* Bandeja externa de geladeira – verificar se há acúmulo de água, limpar e manter seca
* Vaso sanitário e caixas de descarga – manter tampados
* Calhas e lajes – caso não seja possível verificar se acumulam água, procurar identificar sinais de umidade.
Em caso afirmativo, providenciar a resolução do problema
* Caixas d’água – verificar a condição das tampas. Solicitar a reposição daquelas ausentes ou quebradas
* Fontes ornamentais, bebedouros de animais domésticos, piscinas – verificar a presença de organismos vivos dentro da água. Fazer limpeza regularmente.