
Os dois candidatos a prefeito de Mongaguá, Cristina Wiazowski (PP) e Rodrigo Casa Branca (União) foram às urnas na manhã deste domingo (8). Os eleitores voltaram às seções eleitorais da cidade para escolher quem comandará a Prefeitura, depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, em 18 de março, a cassação do registro da candidatura de Paulo Wiazowski – o mais votado no pleito de outubro do ano passado.
Cristina depositou seu voto na Escola Aracy da Silva Freitas, no centro da cidade. Otimista, ela acredita que confirmará as pesquisas de voto, como a do Instituto Badra que aponta vitória com mais de 60% das intenções. “Estamos muito confiantes na vitória, porque trabalhamos muito para isso, tivemos um plano de governo participativo com a população, que nos recebeu de braços abertos, e tenho certeza que ela escolherá e decidirá nas urnas a melhor pessoa preparada para governar Mongaguá”, afirma.

Já Casa Branca votou na Escola Municipal Sirana Koukdjian, no Jardim Marina. Apesar do baixo desempenho nas pesquisas, o candidato do União Brasil ainda acredita na virada. “Há um clima na população pedindo por mudanças na cidade. Em 10 anos, tivemos duas eleições suplementares, o que mostra que o município vive um imbróglio jurídico e político. E que o povo quer é estabilidade. A cidade está cansada do descaso e da instabilidade. Por isso chegamos até aqui com a consciência tranquila e o coração cheio de esperança para virarmos essa página”, declarou
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral, são cerca de 50 mil eleitores aptos para a votação deste pleito suplementar. Ao todo, as 147 seções estão distribuídas por 17 locais da votação, que se encerra às 17 horas, deste domingo.
No maior colégio eleitoral da cidade, a Escola Municipal Hortência Quintino de Faria Botelho, na Vila Seabra, próximo a Agenor de Campos, a situação era bem tranquila nesta manhã. Segundo uma funcionária da 189ª Zona Eleitoral de Itanhaém, responsável pela votação, o cenário estava bem diferente da encontrada durante as votações de outubro, onde haviam filas em todas as seções eleitorais. “Como é uma escolha única, votar é mais rápido”, disse.
O repositor de supermercado Israel Campos de Jesus espera que o vencedor possa melhorar a cidade. “Às vezes as pessoas falam que é uma pessoa que pode trair, que já roubou e vai roubar. Mas todos nós temos a oportunidade de exercer a cidadania. E eu vou votar não lembrando o que a pessoa fez, mas em buscar uma melhora para minha cidade”, revelou antes de votar.
A diarista Nilza Maria Moreira é mais categórica. “Nunca participei de uma eleição suplementar como esta, foi minha primeira vez. Não estou muito esperançosa, mas é preciso mudar a administração. Senão, a gente faz uma revolução e tira”, falou logo depois de votar.


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