
Os eleitores de Mongaguá voltam às urnas neste domingo (8), para escolher quem vai comandar a Prefeitura, depois que a Justiça Eleitoral cassou o registro da candidatura de Paulo Wiazowski – o candidato com a maior votação no pleito de outubro do ano passado.
A votação acontece entre 9h e 17h, em 146 seções eleitorais, distribuídas em 17 locais de votação. Cerca de 50 mil eleitores estão aptos a participar do pleito.
Cristina Wiazowski (PP) é esposa do ex-prefeito Paulo Wiazowski, que na eleição passada recebeu 14.459 votos (42,47%). Ela disputa com Rodrigo Casa Branca (União), que também concorreu no pleito de 2024, quando ficou em segundo lugar, com 9.853 votos (28,94%).
Confira as entrevistas com os candidatos.

CRISTINA WIAZOWSKI
Por que o eleitor deve votar na sua candidatura e não na adversária?
Eu faço parte de uma equipe que já foi escolhida por Mongaguá, que tem o melhor Plano de Governo para a cidade. Aqui tem trabalho e resultado, um legado de entregas de políticas públicas que impactaram a cidade, quando eu trabalhei com o ex-prefeito Paulinho.
Conhecemos os problemas de Mongaguá e acima de tudo, gostamos de gente. Depois de 65 anos, o eleitor pode colocar no comando do Executivo, uma mulher com o olhar e o zelo feminino, Além disso, nós respeitamos a vontade e o desejo do eleitor, o poder do voto. O nosso time ganhou a eleição na urna no dia 6 de outubro e queremos que esse voto seja reconhecido, que esta vontade prevaleça.
Quais suas principais propostas?
Vamos executar um trabalho muito extenso na área da saúde. Nós vamos reformular para termos um sistema de saúde mais eficiente, com mais qualidade, acolhimento, e humanização, ampliando a atenção básica, equipando os postos, zerando a fila de espera, criando uma central de agendamento.
Ao mesmo tempo, nós vamos fazer uma grande reforma administrativa. Todos os nossos equipamentos, todos os nossos prédios públicos estão abandonados. Nós tivemos um desgoverno muito grande. Outra questão muito gritante na cidade de Mongaguá é a zeladoria e a falta de infraestrutura.
Qual será a primeira medida no governo?
Faremos uma grande auditoria para podermos responsabilizar esse desgoverno. A cidade tem uma dívida muito grande, um déficit enorme, vamos demonstrar o passivo que herdamos.
2025 é um ano quase perdido. Há uma preocupação muito grande se haverá recurso para o pagamento do 13º salário.

RODRIGO CASA BRANCA
Por que o eleitor deve votar na sua candidatura e não na adversária?
O eleitor deve votar em mim e no Renato Donato porque somos a única candidatura verdadeiramente preparada para esse momento decisivo da nossa cidade. A gente não apareceu agora, a nossa preparação vem de longe, com responsabilidade, experiência e compromisso com Mongaguá. Eu já estive nos dois lados da gestão pública: fui vereador por dois mandatos e assumi a Prefeitura por seis meses em 2018. Mesmo num período curto e desafiador, entreguei resultados concretos, mostrei que é possível, sim, cuidar da cidade com seriedade e eficiência. Não por acaso, fui o candidato mais votado da história de Mongaguá, com mais de 17 mil votos.
Quais são suas principais propostas?
Nosso plano de governo é completo e foi construído ouvindo a população, com base nas necessidades reais de Mongaguá. Vamos eliminar a papelada e criar o sistema “Mongaguá na palma da mão”. O morador vai poder marcar exames e consultas diretamente do celular, com organização e agilidade. Vamos zerar a fila de exames e consultas represadas, reabrir o mercado municipal, impulsionar o turismo, fortalecer o comércio local e investir na qualificação de jovens para o primeiro emprego. Na educação, vamos acabar com o improviso, valorizar os profissionais e garantir um ambiente de aprendizado de verdade.
Qual será sua primeira medida?
Nos primeiros dias, vou começar por onde a cidade mais grita: saúde e zeladoria. Vamos reforçar imediatamente o número de médicos na UPA e implantar atendimento pediátrico. Vamos lançar uma força-tarefa para limpeza e manutenção da cidade. Mongaguá não pode mais ficar nesse abandono.


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