
Profissionais da área de dentística estão reunidos até sábado (7) no Sheraton Santos Hotel para o 26º Encontro do Grupo Brasileiro de Professores de Dentística. O encontro visa discutir os avanços técnicos e científicos da área. O tema central do encontro é “Sobretratamento em Odontologia Restauradora Funcional, Estética e Adesiva”, e contará com palestras, simpósios, discussões e atividades hands on, além da divulgação dos colaboradores perante o público e mídias sociais.
São aproximadamente 500 congressistas que disponibilizarão vantagens e descontos em mercadorias e produtos das empresas participantes.
Fundado em 1974, o Grupo Brasileiro de Professores de Dentística (GBPD) é uma entidade dedicada ao ensino, pesquisa e prática da Dentística no Brasil e reúne professores e profissionais da área, o GBPD promove eventos científicos e educacionais com o objetivo de fortalecer a comunidade acadêmica e clínica da Odontologia restauradora.
O GBPD realiza encontros científicos a cada dois anos, reunindo especialistas, pesquisadores e estudantes para discutir avanços na área. Além dos encontros nacionais, o GBPD organiza circuitos regionais, como o “Circuito São Paulo”.
“O sobretratamento é, hoje, uma das maiores preocupações em todas as especialidades da Odontologia. A destruição de tecidos saudáveis, que não se regeneram, em busca de uma estética que tem longevidade duvidosa é antiético e afeta a qualidade de vida das pessoas”, diz o presidente do encontro, Antonio Carlos Tavares. “Pacientes em geral, sobretudo os mais jovens, são cada vez mais influenciados a realizar procedimentos desnecessários, sem ter a percepção do quanto isso poderá afetar sua saúde bucal no futuro. Infelizmente o sobretratamento afeta todos os procedimentos de todas as áreas”, complementa.
Dentre as expectativas do evento está o despertar dos formadores no combate a esse tratamento, seja por razões econômicas, seja por uma estética distorcida do que é natural. “É frequente o paciente requerer tais tratamentos, mas é obrigação do dentista esclarecer os malefícios desta escolha. A escolha deve ser do paciente, mas após total esclarecimento. E se a escolha ferir os princípios do dentista, este pode e deve se recusar a executar”, lembra o dirigente.


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