
Gallinati sai do governo com a expectativa de assumir o mandato como deputada estadual
A informação começou a circular no sábado (17), teve maior estrondo na segunda-feira (19) e vai ser confirmada oficialmente amanhã: a secretária de Segurança Pública de Santos, Raquel Gallinati, deixa o cargo, durante a cerimônia de formatura de mais uma leva de guardas municipais.
Nos meios políticos da cidade, a saída de Gallinati era considerada apenas uma questão de tempo, por uma série de razões.
Entre elas, duas principais: Raquel Gallinati sai do governo com a expectativa de assumir o mandato como deputada estadual, já que é suplente do PL, no máximo até agosto; a segunda razão é o “fogo amigo” disparado nos bastidores (e, às vezes, em público) por vereadores da base de apoio ao prefeito Rogério Santos (Repúblicanos).
Apesar do barulho feito pelos vereadores de oposição, um integrante do primeiro escalão do governo municipal garante que o peso destas críticas foi praticamente nenhum. “Oposição é para se opor…”, diz esta fonte.
Os atritos mais determinantes para a saída de Gallinati foram as reclamações de vereadores governistas, cobrados por comerciantes e outros munícipes, em relação à atuação da Guarda Municipal junto às pessoas que sobrevivem nas ruas.
“Queriam que a Secretaria desse prioridade à zeladoria e ao Código de Posturas, ou seja, queriam que a Guarda Municipal ‘pegasse mendigo’ de forma ilegal”, afirmou Gallinati ao Jornal da Orla, ontem.
Outro aspecto que incomoda lideranças locais é a avaliação de que Gallinati, candidatíssima a deputada estadual em 2026, seria uma adversária direta de deputados que buscam a reeleição (um incômodo para vereadores que atuam como cabos eleitorais destes deputados) e outros políticos que desejam se lançar na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.
DEVER CUMPRIDO
Gallinati afirma que deixa o cargo com a certeza de dever cumprido, encerrando um ciclo que resultou na implantação de uma nova mentalidade na Guarda Municipal. Seguindo uma tendência verificada em outras cidades, e também atendendo anseios da própria população, a corporação aumentou as ações de policiamento ostensivo, inclusive com a ampliação do número de membros da corporação armados.
VACINA ELEITORAL
Nos meios políticos, o comentário é de que Gallinati já havia cumprido sua missão, ao entrar no governo, no início do ano passado, pois ajudou a neutralizar o discurso da oposição à reeleição do prefeito Rogério Santos, de que ele teria uma postura moderada demais na questão da segurança pública.
A escolha de Gallinati foi um tiro certeiro, pois, além de delegada da Polícia Civil, ela é filiada ao PL – o partido de Jair Bolsonaro e da deputada federal Rosana Valle.
Gallinati não revela quais serão suas próximas atividades, antes de assumir o mandato na Assembleia Legislativa, mas a tendência é que ela aumente sua participação em programas de rádio e TV, como o “Morning News”, da Jovem Pan.
No lugar dela, deve assumir o comando da Secretaria de Segurança Pública de Santos, o atual adjunto, o advogado Luiz Eduardo dos Anjos.


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