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Prodígio santista se destaca entre os mais velhos e busca mais títulos de skate

11/05/2025 Da Redação
Divulgação

Mesmo nos acostumando com as façanhas da skatista Rayssa Leal, que com apenas 13 anos conquistou uma medalha olímpica, a diferença de idade e tamanho na foto do pódio da segunda etapa do Campeonato Paulista de Skate Amador, no street, disputado em Suzano, no último dia 26, chama a atenção. Mas já não é novidade no circuito. Santos tem um atleta prodígio, Paulo Ricardo Nunes de Oliveira (Fupes/Liceu São Paulo), de 14 anos, que já compete na categoria amador (acima de 16 anos). Ele conquistou o vice-campeonato na última etapa e busca o segundo título geral na categoria.

O santista, que começou no skate com apenas dois anos, participa de competições desde os 7 anos. Na modalidade, existe uma regra que diz que quando o atleta sobe de categoria, não pode mais descer. Aos 10 anos, conquistou o paulista na categoria mirim (até 13), com 11 e 12 anos voltou a faturar o título estadual, mas na categoria iniciante (até 16 anos), onde também se tornou campeão brasileiro. Aos 13 anos, venceu o Paulista Amador (acima de 16) e foi bronze no Brasileiro.

Natural do bairro José Menino, desfrutando do Santos Skatepark Chorão, com padrões olímpicos, no Novo Quebra-Mar, além da tradicional pista da Praça Palmares, ele busca mais um título estadual amador. Na primeira etapa, ficou em quarto lugar. As próximas duas serão em Franca e São Bernardo do Campo. Ele também está confirmado no Campeonato Brasileiro e no Tampa AM, em data a ser definida, na Flórida (EUA).

Como qualquer atleta, Paulinho é focado em treinar e ter novas conquistas, mas, aproveita para se divertir com os amigos. Sobre disputar com atletas mais experientes, ele confessa um pouco de nervosismo. “Mas me sinto feliz por competir com skatistas de alto nível, aprendo muito com eles. Me divirto muito por disputar com atletas que eu assistia quando era mais novo, é muito gratificante”, diz o santista.

Com o skate ganhando cada vez mais holofotes no Brasil, principalmente após ter sido incluído como modalidade olímpica, Charlene, mãe de Paulinho, acredita ser um incentivo, principalmente para quem está começando. “Ver o skate ganhando espaço, indo para as Olimpíadas, representado por nomes como a Rayssa Leal, é muito inspirador. Mostra que o esporte tem valor e tem futuro”.