
A base de seleção brasileira de natação que irá disputar o Mundial de Singapura está formada. Graças aos bons resultados no Troféu Maria Lenk 2025, cinco atletas do time Unisanta estão entre os doze classificados, são eles: Gabi Roncatto, Guilherme Basseto, Guilherme Caribé, Mafê Costa e Stephanie Balduccini.
Pela terceira competição seguida, os nadadores da Unisanta serão a base do Brasil em competições internacionais, repetindo o feito dos Jogos Olímpicos de Paris-2024 e do Campeonato Mundial de Piscina Curta em Budapeste.
Em seu primeiro ano defendendo o escudo ceciliano, Guilherme Caribé fez bonito no principal campeonato nacional do ano e garantiu 3 medalhas de ouro, 1 de prata e também o recorde do campeonato nos 100m livre com o tempo de 47s10. Mas além das conquistas na piscina, ele também ganhou o carinho dos jovens atletas. “Fico bastante feliz que posso inspirar a criançada. Embora, querendo ou não, existe uma certa pressão em assumir essa posição. Então, eu busco sempre mostrar o meu melhor”, diz.
Agora, Caribé volta aos Estados Unidos para se preparar para o Campeonato Mundial, que acontece entre os dias 11 de julho e 3 de agosto. Além de atleta, ele é estudante e pretende aproveitar os três meses para disputar algumas competições menores para manter o corpo ativo. “Tenho que resolver algumas questões da faculdade para poder colocar a cabeça na água novamente e fazer a melhor preparação possível”, afirma. “É cansativo fazer essas viagens, mas é a vida que pedi a Deus. Eu aprendi muito indo para os EUA, mas em toda minha preparação o Marcel está ciente, sabe de tudo que eu preciso, tudo que eu faço. E é bom saber que eu posso viajar tranquilo pois estou ao lado de uma pessoa que posso confiar de olhos fechados”, finaliza.
Outro grande destaque da equipe, Stephanie Balduccini já participou de duas olímpiadas (Tóquio 2022 e Paris 2024) e, no Maria Lenk 2025, se classificou para o mundial com 3 ouros, 1 prata, o recorde brasileiro e recorde sul-americano nos 100m livre (53s87), além da premiação do melhor índice técnico feminino do campeonato. “Eu tenho evoluído bastante ao longo do tempo, mas acredito que essa evolução é ainda maior porque há uma competição interna. Alguém faz um tempo extraordinário e as pessoas buscam treinar mais para bater esse tempo. Acredito que isso ajuda para que todos estejam sempre nadando em alto nível”, diz.

Stephanie Balduccini comemora vitória no Maria Lenk e vaga para o Mundial de Singapura
Sempre focada, a atleta busca reproduzir o que faz nos treinamentos dentro das competições e espera chegar, ao menos, na semifinal do Mundial. “É uma competição em que temos que observar todos os adversários, aproveitar para aprender com eles e fazer o meu melhor”.
Mais uma nadadora destaque da equipe, acostumada com a seleção brasileira e a caminho do seu terceiro Mundial, Mafê Costa se mostra confiante com o novo planejamento que está montando para a competição em Singapura. “Estou bem calma, mas, ao mesmo tempo, muito ansiosa. Sempre temos algo para trabalhar, tenho muitos gaps de melhora. Natação é um esporte bastante individualizado e eu busco sempre focar na minha prova e reproduzir exatamente aquilo que faço nos treinos, essa é a estratégia da prova. Espero dar o meu melhor”, explica.
Mafê busca sua segunda participação nas olimpíadas, mirando Los Angeles 2028. Em Paris 2024, ela chegou à final dos 400 metros livres, um feito que não era alcançado por uma mulher brasileira desde 1948.

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