Economia

Estado de SP gera 175 mil novos empregos com carteira assinada

10/04/2025 Mariana Nerome
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Estado de São Paulo gerou 175 mil novos empregos com carteira assinada em janeiro e fevereiro deste ano, 28% a mais do que no mesmo período de 2024. Com esse resultado, o estoque de empregos formais no Estado atingiu 14,5 milhões. Os dados são da Fundação Seade com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Na Baixada Santista, os dados da pesquisa revelaram a criação de 3.230 postos de trabalho somente em fevereiro de 2025. Quase todos os setores da região reportaram resultados positivos, com o setor de serviços liderando a criação de empregos, somando 2.673 novas vagas.

A construção civil adicionou 430 postos, enquanto a indústria e a agricultura geraram 155 novas oportunidades. O comércio, em contraste ao crescimento nos outros setores, sofreu uma diminuição, com redução de 34 empregos.

Segundo o pesquisador da Fundação Seade na região, Alexandre Loloian, há uma restrição com o balanço levantado, “ela só cobre as pessoas que têm carteira de trabalho assinada, que na Baixada Santista, por exemplo, representa algo em torno de 40, 45% do total de ocupados. Então, é uma parcela, mas é a parcela mais importante e que está ligada aos setores mais dinâmicos da economia”.

DIREÇÃO CERTA

“Os resultados positivos na geração de emprego mostram que estamos na direção certa, criando políticas públicas indutoras do trabalho e do desenvolvimento. São mais empresas se instalando aqui em nosso estado, abrindo mais vagas e oportunidades para os paulistas trabalharem com carteira assinada”, afirmou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Só em fevereiro de 2025, foram criados 138 mil postos de trabalho no estado com variações positivas na agricultura (2,1%), na construção (1,4%), nos serviços (1,1%), na indústria (0,7%) e no comércio (0,5%). Do total de 84.210 empregos criados em serviços, o destaque foi sobre a geração de postos nas atividades administrativas e serviços complementares (23 mil), educação (17 mil) e alojamento/ alimentação (10 mil).

ACUMULADO PAULISTA

No acumulado dos últimos 12 meses, São Paulo criou um total de 496 mil empregos, resultado de 8,2 milhões de contratações contra 7,7 milhões de desligamentos, refletindo um crescimento líquido de 3,5% no mercado de trabalho formal. Este incremento corresponde a 28% dos empregos gerados em todo o Brasil, que totalizaram 1,6 milhão no mesmo período.

ORIENTAR POLÍTICAS PÚBLICAS

Para Alexandre Loloian, a pesquisa é importante para o conhecimento de uma parcela bastante significativa do mercado de trabalho brasileira. Sua importância, além do levantamento numérico, é trazer informações sobre o sexo dos empregados, escolaridade, faixa etária e definir os setores de atividade em que essas pessoas estão empregadas.

“Um levantamento como este – tão setorizado – serve para, entre outras coisas, orientar a criação ou o redirecionamento de políticas públicas feitas para os diversos grupos sociais. E, claro, também é um entendimento do mercado de trabalho em cada um dos municípios, dos estados, e do Brasil como um todo. Não tenho conhecimento de outra pesquisa que permita tamanha abrangência”, conclui.