
Recurso apresentado por Wiazowski, o candidato mais votado em Mongaguá em 2024, foi indeferido pela corte, por 4 a 3
Com a derrota de seu recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por quatro votos a três, nesta noite, Paulo Wiazowski (PP) pretende lançar a própria esposa, Cristina, na nova eleição para a Prefeitura de Mongaguá.
O eleitor de Mongaguá deverá voltar às urnas dentro de, aproximadamente, 40 dias para escolher, novamente, o seu prefeito, devido à decisão que confirmou o indeferimento da candidatura de Wiazowski, o mais votado na eleição do ano passado — com 14.459 votos.
Até a definição do vencedor, o município continua sendo governado provisoriamente pelo presidente da Câmara, Luiz Berbiz de Oliveira (o Tubarão).
Preparando-se para um desfecho desfavorável, Wiazowski vinha articulando nos últimos meses a construção de um amplo arco de alianças, reunindo vereadores, candidatos a prefeito derrotados e lideranças comunitárias. As movimentações surtiram efeito: pesquisa do Instituto Badra, realizada nos dias 17 e 18 de fevereiro, mostrou Cristina na liderança, em diversos cenários, com intenções de voto que variam de 36,8% a 38,6% – bem à frente dos demais candidatos.
NOVELA
A eleição para prefeito de Mongaguá de 2024 se tornou uma grande novela. O drama de Paulinho começou em 9 de setembro, a pouco menos de um mês do pleito, quando o juiz Paulo Alexandre Rodrigues Coutinho, da 189ª Zona Eleitoral de Itanhaém, negou o registro da candidatura de Wiazowski.
A sentença foi baseada na rejeição, pela Câmara da cidade, das contas da gestão de Wiazowski como prefeito de Mongaguá em 2012, por “gastos elevados com publicidade institucional nos três meses que antecederam ao pleito, além de não pagamento de precatórios e não recolhimento de contribuições previdenciarias”. O Legislativo seguiu o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE)
Esta decisão foi revertida em 7 de novembro, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por cinco votos a um. Porém, o advogado Renato Carvalho Donato, da coligação adversária (Mongaguá sempre em frente) recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em decisão monocrática no dia 7 de dezembro, o ministro André Mendonça indeferiu o registro da candidatura de Paulinho.
O advogado de Wiazowksi, Ricardo Vita Porto, apresentou recurso e o caso foi apreciado pelo plenário do TSE na sessão de ontem.


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