
Desenvolvida pela Universidade de Oxford (Inglaterra), a vacina contra a Covid-19 será testada No Brasil. São Paulo e Rio de Janeiro receberão as doses. Dois mil voluntários farão parte da pesquisa, durante três semanas. A previsão é de que os testes comecem em julho e os resultados sejam observados em setembro.
Em São Paulo, o Centro de Referência para Imunológicos Especiais (Crie) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) conduzirá a pesquisa que espera o recrutamento de profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate ao coronavírus como voluntários. Os participantes serão submetidos a testes para confirmar que não foram infectados pela Covid-19 para poder seguir com o experimento.
Pesquisa e acompanhamento
Para que a pesquisa seja válida, com resultados positivos, será necessário aplicar a regra do placebo. Cada estado receberá mil vacinas e dividirá os voluntários em dois grupos. Um receberá a vacina e o outro, placebo.
Durante um ano, os voluntários serão acompanhados pela equipe que coordena a pesquisa no Brasil, para consultas e exames que vão avaliar os efeitos colaterais da vacina.
Brasil é o primeiro país fora do Reino Unido que vai começar a testar a eficácia da imunização contra o Sars-CoV-2.
Vacina nacional
Pesquisadores do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) começaram a testar em camundongos formulações de uma potencial vacina contra a COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus.
O objetivo dos ensaios pré-clínicos é identificar um imunizante, em uma determinada formulação e concentração, capaz de induzir uma resposta rápida e duradoura do sistema imunológico dos animais. Tal feito possibilitará avançar para as próximas etapas da pesquisa.



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