
A campanha de produção de máscaras do Fundo Social de Solidariedade tem atingido grandes marcas nos últimos dias. Mais voluntários, mais produção, mais doações de materiais e, com isso, o número de peças produzidas já atingiu 9 mil. Todas as máscaras serão doadas. Parte para os servidores que atuam nas ruas, como agentes de trânsitos e guardas civis municipais, e outra parte para famílias carentes atendidas pelo Fundo Social.
Já foram doados dois quilômetros de tecido, 13 quilômetros de elástico, 500 carreteis, que totalizam 900 quilômetros de linha, quase a mesma distância entre Praia Grande e Brasília (929km em linha reta). A meta é utilizar esse material para confeccionar 30 mil máscaras.
Todo esse resultado só foi possível graças aos voluntários que estão participando da campanha. Já são 96 pessoas costurando máscaras em casa. Algumas estão fazendo isso manualmente, sem o uso de máquinas.
É o caso da ambulante Luana Rogéria Santos Cruz, do Bairro Antártica. Sem poder trabalhar na praia, descobriu na confecção de máscara uma terapia para passar o tempo dentro de casa. “ Convidei minhas amigas, elas também estão participando da campanha. Minha filha me ajuda organizando os tecidos. Hoje levo cerca de 30 minutos para fazer uma máscara. Tem gente que só reclama, não faz nada para ajudar. Acho que a gente tem que ser a mudança que queremos ver no mundo”.
A professora de artesanato, Reinilda da Silva Souza, mora no Melvi e estava acostumada a ensinar técnicas de artesanato com feltro, mas dessa vez usou sua máquina para costurar as máscaras. “Me sinto bem fazendo parte desta ação. Achei muita bonita a atitude das nossas autoridades em pensar na saúde das pessoas. Faço isso de coração”.
No Bairro Ribeirópolis, uma outra voluntária também está ajudando na campanha. É a artesã Taiza Kalina Pereira do Nascimento, que mobilizou a mãe e a nora para também ajudar. “Fiquei sem fazer meus artesanatos porque a loja onde compro as coisas está fechada. Consegui máquina emprestada e companheiras de tarefa. Respeitamos a distância segura entre nós, mas não deixa de ser uma forma de interação”.
No site da Cidade é possível se cadastrar como voluntário para também ajudar na confecção de máscaras. Basta clicar no banner “cadastro de voluntários”, à direita da tela e preencher os dados. Não esqueça de marcar a ocupação como costureiro. Depois é só aguardar que um responsável entrará em contato. O Fundo Social entrega os materiais e retira as máscaras prontas.
Para quem quiser doar materiais para a confecção das máscaras, o Fundo Social aceita tecidos à base de algodão, linha branca e elástico de 5mm ou 7mm. Este último item é um dos mais necessários no momento.
Os materiais podem ser entregues diretamente no Fundo Social. O endereço é Rua Emancipador Paulo Fefin, nº 775, no Bairro Boqueirão. O telefone de contato é 3496-5001.



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