
Nas últimas 72 horas (atualizado ao meio-dia), choveu 336 mm em Santos, mais do que a média esperada para todo o mês de março, que era de 293,8 mm. A média é calculada com base na quantidade de precipitações dos últimos 25 anos. O solo dos morros está bastante encharcado, com risco para novos deslizamentos.
Depois de 20 anos, foi registrado o primeiro caso de óbito em Santos, no morro do Tetéu, em virtude dos escorregamentos. “Fiquei bastante chocado com o volume dos deslizamentos de terra e os riscos iminentes em várias áreas”, afirmou a governador João Dória, que sobrevoou na manhã desta terça-feira (3) os municípios de Santos, São Vicente e Guarujá. A orientação é que as famílias que vivem nas áreas de risco nos morros de Santos sigam as orientações da Defesa Civil e, caso seja o recomendado, deixem as suas casas o quanto antes.
A Defesa Civil de Santos está fazendo os encaminhamentos para a Secretaria de Desenvolvimento Social. A assistência provisória está sendo realizada nos abrigos municipais (Seabrigo e Seacolhe) e conveniados (Albergue Noturno e Casa das Anas). Outra opção para que os desabrigados tenham acesso à assistência oferecida no município é procurar pelo Centro de Referência em Assistência Social (Cras) mais próximo.
Nesta terça-feira (3), estão em funcionamento o Cras Centro (Rua Sete de Setembro, 45), Cras Nova Cintra (Av. Santista, 655), Cras ZOI (Rua Visconde de Ouro Preto, 19 – Estuário), Cras Bom Retiro (Av. Nossa Senhora de Fátima, 517 – Chico de Paula), Cras Alemoa (Av. Marginal Direita, Via Anchieta 218), Cras Rádio Clube (Av. Brigadeiro Faria Lima, s/nº). Até as 14h30 dessa terça-feira (3), Cras São Manoel e o Cras São Bento não atendiam a população pela dificuldade no acesso, devido às chuvas. “Nossa prioridade é o acolhimento das famílias e suprir suas necessidades, além da vistoria dos locais para evitar novas ocorrências”, destaca o prefeito Paulo Alexandre Barbosa.



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