Baixada Santista

Chuva recorde provoca o caos na Baixada Santista

03/03/2020 Da Redação
Chuva recorde provoca o caos na Baixada Santista | Jornal da Orla

Em razão da forte chuva que atingiu a região durante a noite desta segunda-feira (2), desde então até o início da manhã desta terça-feira (3), todo o efetivo da Defesa Civil, além do Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e equipes de zeladoria estão mobilizados para atender ocorrências na Cidade.

 

De acordo com a Defesa Civil de Santos, o acumulado pluviométrico das últimas 72h é de 328,8 mm. Somente na noite desta segunda-feira (2), o índice alcançou 208 mm – quase a média histórica de todo o mês de março (293,8mm).

 

Santos já registrou recorde histórico de chuvas em fevereiro (916,6 mm). A média esperada para o mês era 291mm. Todos os morros estão em estado de atenção para deslizamentos.

 

O Samu fez sete atendimentos relacionados às chuvas. Entre eles a morte de uma mulher de 30 anos, vítima de deslizamento no Morro do Tetéu.

 

Outros três pacientes foram levados para a Santa Casa, hospital de referência regional em ortopedia e traumatologia. Uma menina de 7 anos, do Morro São Bento, está internada na UTI pediátrica do hospital. Já a sua mãe, de 39 anos, teve alta após avaliação da equipe multiprofissional. E um homem de 43 anos, morador da Caneleira, também com múltiplos ferimentos, ficará internado no hospital.

 

Para a UPA Central foi levada pelo Samu uma mulher de 48 anos, moradora do Morro do Saboó, vítima de soterramento. Ela passou por avaliação médica, exames de raios-X e não foram encontradas fraturas. Com escoriações leves, teve alta no início da manhã. Outras duas mulheres, uma de 52 anos e outra de 73 , moradoras do Morro São Bento, também foram levadas para avaliação na UPA após ficarem desabrigadas. Elas não têm ferimentos.

 

Os trabalhos da Defesa Civil começaram na tarde de segunda-feira (2), quando foram registradas ocorrências de deslizamentos nos morros Santa Maria, São Bento, Vila Progresso e Monte Serrat, além do rolamento de um bloco de rocha no Monte Serrat.

 

Os moradores foram orientados a conduzir de forma segura a água da chuva, ou seja, a não deixar que escoe de forma concentrada em terrenos inclinados. Também foram fornecidas lonas plásticas para proteção das áreas afetadas e foi solicitado à Subprefeitura dos Morros o trabalho de fragmentação e diminuição do bloco de rocha.

 

Também houve a queda de uma árvore de grande porte no bairro Piratininga – ocorrência também atendida pelos Bombeiros.

 

A Defesa Civil atendeu a mais de 70 ocorrências entre os seguintes pontos: Morro da Penha (2), Morro do Jabaquara (1), Morro do Fontana (4), Morro do José Menino (1), Saboó (2), Morro da Caneleira (2), Monte Serrat (3), Morro Santa Maria (8), Vila Progresso (3), Marapé (5), Nova Cintra (7), Morro do Pacheco (4), Morro São Bento (10), Morro do Bufo (1) e outros locais da Cidade (mais de 16). 

 

“Estamos priorizando os atendimentos às vítimas, principalmente nos morros, que foram mais impactados com obstrução de vias e escorregamentos”, disse o prefeito Paulo Alexandre Barbosa. “Assim como todos os abrigos da Cidade, que já estão de portas abertas, a Prefeitura também colocou à disposição das famílias a Vila Criativa da Vila Progresso e a nova escola municipal Terezinha Maria Calçada Bastos, no São Bento.

 

Escolas

Em função da dificuldade de acesso, estão suspensas as aulas nas escolas municipais Cyro de Athayde, morro Nova Cintra; Martins Fontes, morro da Penha; Samuel Leão de Moura, Areia Branca; Maria Luiza S. Ribeiro, Saboó; Hilda Rabaça, Chico de Paula; Nelson Toledo Piza, Saboó; Antônio Passos Sobrinho, Macuco; Maria Patrícia, Valongo; Oswaldo Justo, Chico de Paula; Noel Gomes Ferreira, Caruara; Judoca Ricardo Sampaio, Caruara, e Leonardo Nunes, Castelo.

 

A exceção é a escola Terezinha Calçada Bastos, no Morro São Bento, que está funcionando como ponto de acolhida para desabrigados. A Secretaria de Educação destaque que em algumas escolas, em outros pontos da Cidade – entre elas, a UME Martins Fontes – os pais estão deixando seus filhos em razão do receio de ficar em casa, por causa do risco de deslizamentos. No momento, supervisores e direção das escolas, estão analisando as condições de funcionamento das unidades.

 

Foto: Prefeitura de Santos