
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) surpreendeu o mercado ao propor aposentadoria aos 57 anos para as mulheres e aos 62 anos para os homens no projeto que pretende apresentar ao Congresso. A proposta é bem mais suave do que a apresentada por seu antecessor, Michel Temer (MDB), que definia idade mínima de 65 para homens e de 62 para mulheres.
Segundo anunciou o presidente, a idade mínima aumentaria um ano a partir da promulgação e outro a partir de 2022, cabendo a seu sucessor eventuais mudanças.
“O que nós queremos é aproveitar a reforma que está na Câmara (suavizada por ele), que começou com Michel Temer. A boa reforma é a que passa na Câmara e no Senado, e não a que está na minha cabeça ou na da equipe econômica”, afirmou o presidente em entrevista ao SBT.
Justiça do Trabalho
Na mesma entrevista, Bolsonaro afirmou ainda que estuda enviar ao Congresso um projeto que acaba com a Justiça do Trabalho. “Qual país que tem? Tem de ter a justiça comum”, justificou o presidente.
Outro objetivo do governo, segundo ele, será o de flexibilizar os contratos de trabalho como forma de gerar mais empregos no país.
“Todos morrerão”
Em São Paulo, após encontro com o governador João Doria (PSDB), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que se a reforma da Previdência não for aprovada “todos morrerão”.
Para Maia, que tenta a reeleição e já conseguiu o apoio do partido de Bolsonaro, a reforma da Previdência deve ser a principal agenda. “A gente precisa de uma grande pactuação. Acho que o governador João Doria tem toda a capacidade de liderar isso, entre o governo federal, os governadores e os prefeitos”.
Segundo o presidente da Câmara, a reforma da Previdência é o caminho para superar a crise e gerar empregos. “É decisiva e vem para defender os brasileiros mais pobres e os aposentados”, afirmou.
Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil



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