
A menos de um mês do primeiro turno das eleições gerais, o candidato do MDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, recebeu uma notícia bastante desagradável: relatório da Polícia Federal (PF), encaminhado quarta-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que “são robustas as evidências” de que ele recebeu R$ 5.169,160,00 da Odebrecht entre agosto e outubro de 2014. O dinheiro teria sido usado de forma ilegal na campanha de Skaf ao governo do estado nas eleições de 2014, por não ter sido declarado à Justiça Eleitoral.
No mesmo documento enviado ao STF, a Polícia Federal indica a prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, de Minas e Energia.
Em depoimento à Polícia Federal, o marqueteiro Duda Mendonça confirmou ter recebido valores da Odebrecht como parte de pagamentos por serviços prestados à candidatura de Skaf ao governo de São Paulo em 2014.
Doação para o Kibe
Já o ex-diretor da empreiteira, Fernando Migliaccio, disse que os pagamentos à Skaf foram realizados sob o codinome “Kibe” ou “tabule”, pratos bastante conhecidos da culinária árabe.
Segundo a PF, o pagamento para a campanha do candidato ao governo de São Paulo teria sido acertado durante um jantar no Palácio Jaburu, residência do então vice-presidente Michel Temer, do mesmo partido de Skaf.
Tudo dentro da lei, diz candidato
O relatório da PF é contestado pela defesa de Paulo Skaf. “ Todas as doações recebidas pela campanha ao governo de São Paulo, em 2014, estão registradas na Justiça Eleitoral, que aprovou sua prestação de contas sem qualquer reparo ao mérito”. A assessoria do candidato afirma, ainda, que “Skaf nunca pediu nem autorizou ninguém a pedir qualquer contribuição de campanha que não as regularmente declaradas”.



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