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Derrota da seleção acelera campanha eleitoral

07/07/2018 Jornal da Orla
Derrota da seleção acelera campanha eleitoral | Jornal da Orla

A eliminação precoce da seleção de Tite na Rússia terá um efeito prático no mundo político: vai acelerar as articulações nas esferas estaduais e federal para as eleições de outubro. Na disputa pela presidência da República, o quadro está totalmente indefinido.

 

O deputado Jair Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto, mas tem tempo insignificante no horário político de rádio e televisão e tenta formalizar alianças para ampliar seu espaço. Disputando o segundo lugar estão Ciro Gomes e Marina Silva, com o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, aparecendo em quarto lugar. Alckmin busca o apoio de partidos de centro e centro direita para ganhar mais tempo no horário eleitoral e tentar deslanchar durante a campanha.

Barrado pela Lei da Ficha Limpa, o ex-presidente Lula, que está preso há mais de dois meses em Curitiba, insiste em dizer que será candidato, mas é tido como carta fora do baralho. Afinal, ele é considerado inelegível por ter sido condenado em segunda instância. O mais provável é que o PT acabe lançando a candidatura do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. 

Enfim, o cenário eleitoral é bastante incerto, ainda, mas os partidos devem acelerar o processo de alianças, consideradas importantes para definir os rumos da eleição.

São Paulo
A exemplo da eleição nacional, a disputa em São Paulo segue em aberto. Tido como favorito, o tucano João Doria, que renunciou a Prefeitura de São Paulo para concorrer ao governo do Estado, continua na frente segundo as últimas pesquisas, mas sua candidatura segue em baixa. A última pesquisa Ibope revela que Doria perderia a eleição no segundo turno para o candidato do MDB, Paulo Skaf. 

Já na cidade de São Paulo, que ele governou, Doria perde para Skaf, para Márcio França e empataria com o candidato do PT, Luiz Marinho, segundo a última pesquisa Ibope.

Doria, que recentemente conseguiu o apoio do PP de Maluf, terá o maior tempo de rádio e televisão, seguido pelo atual governador, Márcio França. Já Skaf terá o terceiro maior tempo de rádio e TV.

A derrota da seleção de Tite também deve contribuir para acelerar as articulações políticas no estado. Os próximos dias prometem ser tensos.