
O ministro que melhor representa o governo Temer atualmente é Carlos Marun (MDB-MS). Já foi Geddel, com suas bochechas rosadas, fala intempestiva e suas malas recheadas de dinheiro. Também já foi Romero Jucá e sua sinceridade corrosiva (“Tem que estancar a sangria”). Mas agora é a vez de Marun, que não só faz, mas fala abertamente que pratica o “toma-lá-dá-cá”. Condiciona a liberação de verbas ao apoio do governo. Faz chantagem.
Marun foi o mais fiel defensor de Eduardo Cunha — foi o único a visitá-lo na cadeia. Também defendeu com unhas e dentes Michel Temer, nas duas tentativas de abertura de processo de investigação. Na segunda, ensaiou uma dancinha ridícula entoando “Tudo está no seu lugar, graças a Deus” e tomou a maior dura do autor da música, Benito De Paula.
Marun, evidentemente, também é suspeito de envolvimento com corrupção. Ele é réu em um processo no qual é acusado de provocar um prejuízo de R$16 milhões ao Estado de Mato Grosso, por conta de um contrato que favoreceu a empresa Dighito Brasil — coincidentemente, a maior doadora de sua campanha eleitoral de 2014.
Marun não aparece em nenhuma lista da Odebrecht ou da JBS, mas vale lembrar que Eduardo Cunha centralizava os recebimentos de propina e depois repassava para diversos outros parlamentares.
Marum é a cara da vez do governo porque a vergonha já foi faz tempo…



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