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Enquanto Temer viaja, políticos preparam a cadeira para Rodrigo Maia

08/07/2017 Jornal da Orla
Enquanto Temer viaja, políticos preparam a cadeira para Rodrigo Maia | Jornal da Orla

Michel Temer viajou para a Alemanha, para participar da reunião do G 20, como se nada estivesse acontecendo no Brasil. Vivendo um processo de autoengano, o ainda presidente disse não enxergar crise econômica no Brasil. Em seu pronunciamento em Hamburgo, uma nova gafe: "Pude fazer um relato do que estamos fazendo no Brasil, gerando inflação baixa, reduzindo juros, fazendo voltar o desemprego e combatendo a recessão".

No Brasil, crescem as articulações políticas para que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assuma o posto de Temer e garanta a transição até as eleições gerais do próximo ano.

O presidente interino do PSDB, partido que ainda dá sustentação ao governo, senador Tasso Jereissati (CE), foi bastante claro na quinta-feira (6): "Se vier a afastar o Temer, Maia é presidente por seis meses. Aí ele tem condições de fazer, até pelo cargo que exerce como presidente da Câmara, de juntar os partidos ao redor de um nível mínimo de estabilidade do país".

 

O governo caiu
Outro senador tucano, Cássio Cunha Lima (PB) foi mais incisivo. Em conversa com investidores na quinta-feira (6), ele afirmou "que dentro de 15 dias o país terá um novo presidente".

Para Cassio Cunha Lima "o governo caiu". O senador sustenta sua tese no sentido de que a instabilidade política torna impossível a permanência de Temer no Palácio do Planalto. O parlamentar acredita que a denúncia do Procurador-Geral, Rodrigo Janot, contra o presidente por corrupção passiva, prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima e a virtual delação do ex-deputado Eduardo Cunha selaram o destino do presidente.

 

Até tu, Aloysio?
Outro que parece disposto ao suicídio político é o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). Atual ministro das Relações Exteriores, Aloysio criticou os colegas de partido que atacam o presidente Temer e defendem o rompimento com o governo. Entre ficar com Temer ou com seus eleitores, Aloysio fez a primeira opção. A conta chegará nas próximas eleições.
 

 

Beto Mansur se atira na cova com o falecido

Representante da Baixada Santista, o deputado federal Beto Mansur (PRB), vice-líder do governo, mantém lealdade a um presidente que comanda um governo apodrecido pela corrupção. Ex-ministros e amigos presos, ministros investigados, o próprio presidente denunciado pela Procuradoria-Geral da República… Politicamente Michel Temer está morto (conseguiu superar no quesito impopularidade a então insuperável Dilma Rousseff) e Mansur parece disposto a ser sepultado junto.

Beto Mansur faz parte da comitiva presidencial na Alemanha. Em Hamburgo, ele considerou "um absurdo" as declarações do senador Tasso Jereissati. "Acho que a gente tem uma crise, e o Tasso fazendo um comentário desses como presidente interino do PSDB – com o partido fazendo parte do governo, com quatro ministérios – eu, particularmente, acho que é um desserviço à Nação. A opinião dele é a opinião dele, mas eu acho que é errado", afirmou o deputado.

Político experiente, Beto Mansur sabe que sua lealdade a um governo moribundo vai lhe custar caro. Aliás, o deputado está sendo bastante questionado nas redes sociais, em especial em sua página no faceboock.
 

Gás de pimenta e pancadaria em evento do prefeito Cubatão 

Deu o maior fuzuê o evento planejado pelo prefeito de Cubatão, Ademário Oliveira (PSDB), para prestar contas dos primeiros seis meses de mandato, na quinta-feira (6), no chamado Bloco Cultural.

Marcada para começar às 17h, a reunião começou com mais de uma hora de atraso. Lotado e sem ar condicionado, o clima esquentou literalmente.

O prefeito foi interrompido logo no início de sua fala por servidores municipais, funcionários da Cursan e do Hospital Municipal, que estão descontentes com medidas adotadas pelo novo governo.

A situação saiu do controle quando um homem ainda não identificado lançou gás de pimenta no ambiente, atingindo manifestantes e membros do primeiro escalão do prefeito.

O evento foi cancelado mas a confusão continuou do lado de fora, com uma briga generalizada entre simpatizantes e críticos do prefeito Ademário.

O evento chegou a ser remarcado para sexta-feira (7), mas foi cancelado. Segundo a Prefeitura, "está sendo feito um estudo mais adequado a respeito das medidas de segurança adotadas neste próximo evento, garantindo, assim, que aconteça sem interferências e para que as pessoas interessadas possam participar".