
De acordo com a nutricionista Andréa Marim, carnes contaminadas podem causar infecções gastrointestinais sérias e fatores como embalagem, data de validade, aparência, cheiro, textura e até mesmo preço devem ser levados em consideração na hora da compra. “Se o valor do produto estiver muito barato, é sinal de que a carne pode não estar em boas condições”, afirma a nutricionista.
Cheiro é revelador
Mesmo com a tentativa de algumas empresas de maquiar o aspecto da carne com conservantes, a nutricionista explica que essas substâncias não são capazes de disfarçar o cheiro. “Independente do conservante que tenha sido usado, o cheiro sempre denuncia, por isso é tão importante prestar atenção nesse aspecto”.
Armazenamento e congelamento
As carnes de modo geral são altamente perecíveis, pois ficam suscetíveis à contaminação microbiológica. Portanto, no momento de escolher o produto certifique-se de que ela está armazenada em freezers e geladeiras em temperatura de 0o C a 2oC.
Caso você compre uma carne congelada e deseje mantê-la nessa temperatura, o ideal é colocá-la diretamente no freezer. De acordo com Andréa, a carne pode ficar no freezer até seis meses, dependendo do tipo. Bifes, independentemente de serem de carne ou frango, podem ficar congelados por até seis meses. Já a carne moída tem prazo de validade de até três meses.
Se a pessoa descongelou a carne, cozinhou e guardou o resto na geladeira, ela pode ser consumida por até três ou quatro dias. Caso a carne tenha sido comprada fresca e o intuito é congelar, o ideal é temperar o alimento e depois guardar no freezer por até seis meses.
No entanto, no momento de preparo é sempre importante observar o estado da carne e jogar o produto fora se houver qualquer suspeita em relação à procedência. “Isso porque alguns fabricantes podem alterar a data de validade do produto e o consumidor só percebe que adquiriu uma carne com data de validade menor do que esperado no momento do preparo”, ressalta.
Veja como identificar problemas na carne
Carne de boi e porco – No caso das carnes de boi e de porco, quando estão estragadas apresentam coloração cinza e manchas esverdeadas. Elas também podem exalar odores fortes e apresentar textura viscosa e rançosa.
Carne de frango – Já no caso da carne de frango, o diferencial é o odor azedo que remete ao amoníaco. No aspecto visual, apresenta-se descolorado e com textura viscosa. Em relação à cor, pode apresentar nuances amarelas e esverdeadas. “Muitas vezes a carne de frango está com uma aparência bonita e um gosto bom”, explica Andrea. Esse “disfarce” torna mais difícil a identificação da carne estragada, por isso é sempre importante se atentar ao cheiro e sempre consumir a carne bem passada.
Carne de peixe – O mesmo acontece com a carne do peixe, que, quando estragada, remete ao cheiro de amônia. Além disso, ele normalmente apresenta alguma descoloração – amarronzado, amarelado ou acinzentado – ou mesmo cor opaca. Em relação ao aspecto, se o peixe não estiver duro e começar a descamar também é um sinal de que está estragado.



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