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Bons companheiros

28/01/2017 Da Redação
Eike Batista, que foi considerado o maior empresário do país e um dos dez homens mais ricos do mundo, era uma fraude, vê-se agora. Não por acaso ele tinha como parceiros os mais influentes políticos brasileiros. Um de seus amigos, a quem repassou milhões de dólares em propinas, era o então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), hoje hóspede de um presídio do Rio de Janeiro.
 
Na campanha de reeleição de Cabral, vale recordar, Lula da Silva, que se intitula “a alma mais honesta do Brasil”, dizia que gostaria de poder votar no Rio de Janeiro para digitar na urna o número 15 de Cabral. Bons tempos – para eles -, bons companheiros.
 
Lula da Silva também não se cansava de elogiar o tino empresarial de Eike Batista. O tempo mostrou que os três cidadãos têm algo em comum: uma excelente retórica, capaz de enganar parcela considerável da população, e pouco respeito pelo dinheiro público.
 
Os três amigos, porém, não correm o risco de dividir a mesma cela: ao contrário de Cabral, que tem curso superior, Batista, foragido e com ordem de prisão decretada, e Lula, indiciado em cinco inquéritos por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, se condenado, irão para uma cela comum. 
 
Os fatos recentes mostram que a Operação Lava Jato tem sido um raio de sol a iluminar a Nação. A partir desta operação os cidadãos tiveram a exata noção de como os poderes da República apodreceram. O que virá pela frente só Deus sabe.
 
É bem possível que muitos dos envolvidos, autoridades e empresários, escapem da cadeia – o STF tem sido generoso com criminosos de colarinho branco -, mas os brasileiros já estão devidamente informados sobre como agiam e quem são nossos políticos e seus parceiros.
 
É hora de a sociedade olhar para o futuro e fazer sua escolha.