
Mais um indicativo de que se caminha para um consenso, na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Santos, foi a oficialização da candidatura encabeçada por Adilson Júnior (PTB), em reunião ocorrida sexta-feira (11). A chapa tem ainda Benedito Furtado (PSB), como primeiro vice-presidente; Sérgio Santana (PSD), segundo vice-presidente; Kenny Mendes (PSDB), primeiro-secretário; e Roberto de Jesus (PSDB), segundo-secretário.
A chapa, que tinha o apoio oficial de 11 vereadores, agora tem 14. Juntaram-se ao grupo Telma de Souza e Chico (ambos do PT) e Kaká Teixeira (PSDB), que, curiosamente, era o cabeça da chapa do outro grupo. O que une vereadores da base de apoio ao prefeito e de oposição é uma bandeira: garantir a independência do Legislativo e evitar apenas dizer “amém” ao prefeito.
A conferir.
Novatos no escanteio
O outro grupo é formado pelo vereador reeleito Ademir Pestana (PSDB) e seis estreantes: Audrey Kleys (PP), Augusto Duarte (PSDB) e Bruno Orlandi (PSDB), Fabiano da Farmácia (PR), Lincoln Reis (PR) e Rui de Rosis (PMDB).
Pestana ficou aborrecido porque tinha a pretensão de ser o próximo presidente, mas foi logo escanteado por colegas da atual legislatura. Os novatos não tinham ambição de ocupar um cargo na Mesa Diretora, mas queriam ser, “ao menos”, ouvidos. “Nossos eleitores cobram participação”, resume Audrey Kleys.
Bom para todo mundo
Vereadores da chapa que participam desde o início da formação da chapa encabeçada por Adilson minimizam o descontentamento dos novatos e acreditam que se chegará a um consenso, “bom para todo mundo”.
“Acabaram de subir no bonde e querem sentar na janela”, ironiza um dos vereadores, que pede anonimato para não enfezar ainda mais os colegas.
Banho de água fria
Antes do início da reunião, uma funcionária da Câmara tropeçou e derrubou água gelada sobre Adilson Júnior. Ensopado, o possível futuro presidente da Câmara ainda teve que ouvir uma piadinha de Benedito Furtado: “É água benta do pastor Roberto para te exorcizar”.
Constantino achou que era a casa dele
O presidente da Câmara de Santos, Manoel Constantino (PMDB) desempenhou um papel lamentável na sessão de segunda-feira (7). Ele tentou impedir o ator Caio Martinez de usar a palavra na Tribuna Cidadã (um mecanismo que existe, mas é muito pouco utilizado, por falta de interessados), para falar sobre a confusão envolvendo PMs que tentaram proibir a encenação de uma peça de teatro na Praça dos Andradas.
Constantino não queria deixar o ator usar a Tribuna Cidadã por… não ter CNPJ! Ora, se é cidadã, tem que ter CPF, nobre vereador! Caso contrário, seria Tribuna Empresa!
Constantino deixou escapar o verdadeiro motivo da proibição: “Eu não concordo. Estão achincalhando toda a nação”, disse.
Após os protestos de outros vereadores e pessoas presentes na galeria da Câmara, Constantino recuou e permitiu o discurso do ator. Caio Martinez falou, mas muitos vereadores não deram a menor bola – alguns se ausentaram, outros mantiveram conversas paralelas ou ficaram no zap-zap.
Crise do lixo na Baixada Santista
Sem receber das prefeituras, a Terracom suspendeu a coleta do lixo em São Vicente, Cubatão e Guarujá. São Vicente deve R$ 8 milhões, Cubatão R$ 15 milhões e Guarujá, R$ 21 milhões.
A Prefeitura de Santos admite ter atrasado o pagamento de R$ 70 milhões, mas garante que uma negociação com a empresa impediu a interrupção do serviço.
Bandidos identificados
A polícia já identificou os bandidos que roubaram uma loja de telefonia celular do Shopping Praiamar, na sexta-feira passada (4). “São especialistas nesta modalidade de crime. Nos últimos meses, realizaram oito assaltos, sempre em shoppings. Os mais recentes na Mooca, Penha e em Osasco. Estes bandidos não são da Baixada Santista”, revela o delegado-titular do 3ºDP, Jorge Álvares Cruz. Ele destaca ainda que, do assalto à iPlace, também no Praiamar, dois bandidos foram presos e um terceiro teve a prisão preventiva decretada e está foragido.
Nos Estados Unidos, maioria de ausentes
Nesta eleição presidencial dos Estados Unidos, 46,9% dos aptos a votar não compareceram, 25,6% votaram em Hillary Clinton, 25,5% em Donald Trump e 1,7% em Gary Johnson.
Apareceu um cheque nominal a Temer
Complicou a situação do presidente Michel Temer (PMDB) no processo na Justiça Eleitoral que pode tirá-lo do cargo. Ele nega ter recebido, como doação de campanha, recursos provenientes de esquemas de corrupção -sustentava que as propinas foram para o caixa de Dilma, e o dele era separado.
Em delação premiada, o empreiteiro Octávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, disse que havia doado R$ 1 milhão para o Partido dos Trabalhadores. Mas agora apareceram documentos que comprovam que este dinheiro, obtido no Petrolão, foi encaminhado ao PMDB e, em seguida, para Michel Temer. Há, inclusive, um cheque nominal a Michel Miguel Elias Temer Lulia.
A revelação abre caminho para a cassação da chapa inteira (não apenas de Dilma).



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