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Prefeito eleito de São Vicente quer acordo com a Sabesp

05/11/2016 Jornal da Orla
Prefeito eleito de São Vicente quer acordo com a Sabesp | Jornal da Orla
Uma das primeiras medidas de impacto de Pedro Gouvêa (PMDB), assim que assumir a Prefeitura de São Vicente, será a renegociação do contrato do município com a Sabesp. Ele quer fechar um acordo semelhante ao firmado em Santos pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa, que conseguiu, na prática, o perdão de uma dívida de R$ 332 milhões, o repasse de R$ 130 milhões para a cidade e 0,53% da receita líquida obtida pela empresa em Santos, durante 30 anos.
 
As negociações da Sabesp com o atual prefeito de São Vicente, Luis Cláudio Bili (sem partido), estão emperradas. Ele pleiteava o perdão de uma dívida de R$ 64 milhões e um aporte de pelo menos R$ 65 milhões, para obras de drenagem na Cidade Náutica e área continental.
 
Intransigência e incompetência
Pedro Gouvêa considera que houve um pouco de intransigência do atual prefeito ao negociar. Além disso, o prefeito eleito temia pelo destino dos recursos caso a renegociação tivesse sido feita ainda na gestão de Bili. Segundo ele, o atual chefe do Executivo vicentino já deu inúmeras provas de incompetência, “tantas, que nem tentou a reeleição”. 
 
Nem lá nem cá
A Sabesp confirma que está negociando com os municípios da região, buscando um meio-termo entre o que os prefeitos querem e quanto a empresa pode investir. “Queremos planos de investimento exequíveis, não mirabolantes”, disse o presidente da empresa, Jerson Kelman.


O que estava certo não está mais
Vereadores que ficaram de fora da composição da chapa que tem Adilson Júnior (PTB) como candidato a presidente da Câmara de Santos estão querendo melar o acordo. Nada contra o nome de Adilson, mas à distribuição das comissões parlamentares (permanentes e especiais) e cargos de confiança no Legislativo. 
Argumentam também que os vereadores eleitos para o primeiro mandato sequer foram ouvidos. A chapa de Adilson Júnior tem o apoio declarado de 11 vereadores, mas bastam que dois pulem fora para o barco tomar outro rumo, atraídos pela promessa de mais espaço político. Assim, seria formada outra chapa – e que não teria necessariamente Kaká Teixeira como candidato a presidente. 
 
Diante do impasse dentro da base aliada, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa subiu no muro e pretende proceder como diz no discurso oficial: não vai interferir.
 
Tudo para a saúde da região
O deputado federal João Paulo Tavares Papa (PSDB) destinou todas as emendas parlamentares a que tem direito para o setor de saúde. Serão R$ 15 milhões, beneficiando os nove municípios da Baixada Santista. “Desde o início deste meu mandato parlamentar, tenho dedicado atenção a esta área, tão fundamental. Já destinei, desde o ano passado, mais de R$ 30 milhões para a Baixada Santista exclusivamente para a saúde. É um aporte importante, que contribuirá para a melhora da qualidade do atendimento à população”, declara.
 
Volta, FHC?
Um artigo assinado por Xico Graziano, um tucano das antigas, sugerindo a volta de Fernando Henrique Cardoso para a Presidência da República, está dando o que falar. 
Trata-se de um balão de ensaio, diante da possibilidade de Michel Temer não terminar o mandato-tampão. Por duas razões: a cassação da candidatura, pela Justiça Eleitoral, ou o avanço das investigações da Lava-Jato. 
 
Assim, seria eleito um novo governante, por via indireta (senadores e deputados), para permanecer no cargo até 2018, numa espécie de transição.
 
Pela internet, FHC garantiu: “jamais cogitei a hipótese nem ninguém me consultou sobre o tema”. Há quem diga que ele quer dizer justamente o contrário…

Clima ameno só na foto

A conversa entre o prefeito eleito de Guarujá, Valter Suman (PSB), e a atual ocupante do cargo, Maria Antonieta de Brito (PMDB), na quinta-feira (3), para tratar da transição de governo, até que teve um clima ameno. Mas, após o encontro, Suman não escondeu sua preocupação com o que vai encontrar pela frente e não poupou críticas. 
 
“Culpar a crise, precatórios, queda de arrecadação é uma forma de esconder a incompetência. Queremos saber que mazelas serão deixadas para o futuro governo”, disse. “A transição será dura e cobraremos todo os dados e informaremos à população que Prefeitura assumirei”, avisou.
 
Suman acrescenta que o pacto social e político que propõe não é com a prefeita, “cuja rejeição chegou a 90% e deixa a cidade em frangalhos”, mas sim “com a sociedade civil organizada e os cidadãos que sofrem de forma desumana com a falta de serviços públicos essenciais”.
 
Novo cenário político
Suman avalia que sua gestão tem a responsabilidade de iniciar um novo ciclo político em Guarujá, sem Farid Madi e Maria Antonieta de Brito. “Cartas fora do baralho”.