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20/01/2012
Santos, 466 anos
Momento de crescimento imobiliário
Claudio Abdala
Nossa cidade vem passando, ao longo dos últimos anos, por acentuadas transformações. Seu perfil se altera à medida que tais transformações se acentuam.
A vocação turística de cidade bem equipada, seja pela natureza, por seus equipamentos públicos ou mesmo pelos serviços que oferece, deu espaço à condição de polo regional prestador de serviços, em função de sua importância na região metropolitana da Baixada Santista. As praias, que conseguem mesclar caráter natural e construído, com canais, grandes jardins e iluminação artificial, são sua marca maior, ao lado do mais importante porto da América Latina.
A população de quase meio milhão de habitantes usufrui de extensa rede de serviços em que a principal tarefa da municipalidade parece ser a manutenção desta cidade pronta. Sua infraestrutura dotada de rede de saúde e de educação, completa rede de abastecimento de água e coleta de esgotos, completamente iluminada e pavimentada é invejável e sua manutenção uma grande tarefa.
Principalmente desde a década de 60, Santos vem sendo procurado para o turismo de moradores da capital e do interior de São Paulo, tendo passado por períodos de maior ou menor demanda e crescimento. Na década de 60, tanto Santos como Guarujá passaram por crescimento imobiliário notável, gerando a construção de edifícios que serviam para veraneio, configurando um primeiro "boom imobiliário", com projetos que contemplavam a segunda moradia. Projetos, via de regra, de qualidade duvidável, com exceções interessantes feitas aos exóticos projetos de Artacho Jurado, na orla da praia, estes do final dos anos 50.
Este cenário de numerosas construções se estende pela década de 70, sendo sua velocidade de produção reduzida nas décadas seguintes, com projetos e construções a partir de empresas locais, com atividades que atravessaram estas décadas. Projetos sempre modernos, não contemporâneos, que neste momento atendem mais a Baixada Santista do que o interior do Estado. É interessante notar que alguns modismos paulistanos não se impuseram em nossa cidade, com poucos exemplos de edifícios de desenho pretensamente "neo-clássico".
Alteraçõe significativas de desenho em projetos passam a acontecer no fim dos anos 80, quando varandas são finalmente incorporadas, naquele momento de residências bem dimensionadas e de sistema de produção baseado em "preço de custo". Segue-se período de menor atividade, com relativa estagnação de Santos, sem crescimento significativo na atividade de construção, e ainda com a elitização de Guarujá e Litoral norte, situação que começa a se reverter na década de 90, alterando para melhor a imagem negativa que a Cidade ganhou com a perda de balneabilidade de suas praias.
A partir daí, com o começo da recuperação de seu principal equipamento, a praia, com atenção especial ao centro histórico, e a qualidade de sua infraestrutura de serviços, a construção civil volta a crescer, apoiada ainda na conjunção de outros fatores, como o enriquecimento da classe média e o financiamento imobiliário com longo prazo de pagamento, capaz de ampliar o número de potenciais compradores.
A ascensão da classe média brasileira, e o aumento de seu consumo gerou, dentre outras consequências, um aumento significativo na frota de veículos que trafegam por Santos, que problemáticamente ocupa hoje lugar entre as cidades com maior número de veículos por habitante do país. Assim, pode-se dizer que a ineficiência de nosso sistema viário, é o primeiro problema gerado pelo crescimento imobiliário.
Em 1998, a indústria da construção local toma novo impulso com a alteração do Plano Diretor, que libera o gabarito das construções, sem mais impor limites à altura dos edifícios. Tal medida viabilizou maior aproveitamento dos terrenos e, aliada à nova condição de financiamentos, à qualidade de nossa moradia, tornou-se altamente atraente para construtores e investidores.
Seguindo essa nova lógica de mercado, passam a ser produzidos empreendimentos de grande envergadura, em terrenos maiores dos que os utilizados anteriormente, com os projetos se transformando no que se chamou "clube condomínio". Conjuntos de dois ou três edifícios, com grande número de atividades de lazer e serviços, assemelhando-se aos encontrados em clubes, tais como piscinas, saunas, salões, jardins etc. Além de maior sofisticação em técnicas, o que exige projetos mais complexos e profissionais mais completos em um mercado competitivo e já incorporado ao de São Paulo. É a contraposição do modelo anterior, de edifícios de 9 ou 13 andares em pequenos terrenos, ao novo modelo, com torres de 25 ou 40 andares, que tem ainda como característica as grandes varandas e os pequenos espaços destinados às demais áreas internas privativas.
Fatos novos como a ligação a seco com Guarujá, promessa que se arrasta há 50 anos, e o pré-sal impulsionarão mais ainda a atividade econômica.
A tendência neste momento me parece ser a busca da otimização destes espaços, de maneira que possam ser corretamente dimensionados. É uma equação interessante pois a área não pode ser grande, escapando da condição de compra, encarecendo o valor da residência, e também não pode ser pequena a ponto de comprometer a qualidade do uso que uma habitação deve ter, privilegiando a circulação, a insolação e a ventilação. Ou seja, a qualidade de vida que a habitação deve possibilitar.

Por NESTOR M.S.AYROSA em 13/05/2012, às 20:03hs
Comentar o comentárioSOU NASCIDO E CRIADO EM SANTOS MAS DEVIDO A OPORTUNIDADE DE EMPREGO A 17 ANOS MORO EM SERTÃOZINHO-SP E TODA SEMANA LEIO AS REPORTAGENS DO JORNAL DA ORLA ATRAVEZ DA INTERNET.CONSIDERO UM EXCELENTE JORNAL DE MODO GERAL POIS E ATRAVEZ DELE QUE MATO A SAUDADES DA MINHA QUERIDA SANTOS.QUEM SABE UM DIA SE TIVER UMA OPORTUNIDADE MELHOR VOLTO A MORAR EM SANTOS.ABRAÇOS A TODOS E PARABENS PELAS MATERIAS.
Por pathricia moreno em 13/05/2012, às 12:09hs sobre Toda nudez será hackeada....
Comentar o comentárioO EGO dela é tão grande, que ela se clica até cagando!!!!!!!! Bem feito!
Por Mais uma morte para as estatísticas. em 13/05/2012, às 11:36hs
Comentar o comentárioOntem à noite, mais um acidente aconteceu na estrada de Nova Lima. Um jovem estudante de economia bateu seu carro após dirigir imprudentemente e colocar 180 km/h no velocímetro. O acidente aconteceu na madrugada do dia 13 e deixou um morto e dois feridos. A incapacidade da via de suporta certas condutas é evidente, mas o descaso das autoridades só contribui para manter as estatísticas elevadas. A demanda da população é por um radar na região já é antigo e, a cada acidente, a causa adere mais adeptos.
Por valter jjose vieira em 11/05/2012, às 22:36hs
Comentar o comentárioA lei que entra em vigor proibindo depósito prévio para atendimento em hospitais,será um complicador a mais para a sociedade. Como uma empresa vai funcionar sem a garantia de recebimento pela prestação de serviços, quando as evidências apontam para alto grau de endividamento e inadimplência do mercado? O governo não faz como deveria fazer sua parte e transfere os problemas para empresas, sem o devido cuidado de legislar as garantias. O sistema judiciário ineficiente e por conseguinte sobrecarregado, terá de tratar com mais este complicador.Esta situação poderá ter desdobramentos para restaurantes,hotéis,universidades ,etc. O cidadão vai ao restaurante não levando cheque,cartão ou dinheiro e diz que está com fome,fazendo a refeição, cabendo ao estabelecimento cobrar pelos serviços .Os efeitos colaterais serão sentidos nos mercados por analogia.E agora como fica....
Por Elvira Akchourin do Nascimento em 11/05/2012, às 21:09hs sobre As profissões das mães.
Comentar o comentárioParabéns pela escolha deste lindo texto. As mães são formadas em todas essas profissões mesmo, e tentam fazer tudo da melhor forma possível.
Por Rafael em 11/05/2012, às 16:09hs sobre O mistério das pedras Klerksdorp.
Comentar o comentárioQuanto ao assunto das pedras, achei muito interessante, mas também achei uma falha científica na metodologia usada para datar as mesmas.
O teste de Carbono 14 não pode ser usado em pedras ou em nenhuma liga metálica, para datar as mesmas. O teste de carbono 14 se baseia na absorção do carbono atmosférico pelos seres vivos. Quando a coisa morre, já não carrega carbono da atmosfera através de processos tais como alimentação ou respiração e os níveis de C14 no corpo se esgotam devido ao processo natural de decaimento radioativo.
Ao ver a quantidade de restos de C14 é possível ver quanto tempo se passou desde que o animal morreu. Portanto, o narrador estava equivocado quanto a este assunto. Datar pedras e ligas metálicas com precisão é muito difícil e ainda não existe método científico consistente para isso.
Outra coisa, novídeo, são mostradas imagens da "Death Star", do filem Star Wars, ao invés de um satélite natural de Júpiter.
Quanto as brocas, é um propriedade das mesmas que não furem material mais duro que elas próprias, por isso existem brocas de vários materiais, inclusive de diamante, que com certeza furaria uma dessas pedras. Um broca de aço não fura nem uma pedra de quartzo convencional.
Por Neuci Bicov Frade em 11/05/2012, às 13:00hs sobre Comunidade do Nova Cintra ganha sala de inclusão digital.
Comentar o comentárioNós do Cedir, ficamos muito orgulhosos e felizes com o excelente trabalho desenvolvido pelo Settaport.Parabéns!
Por Roberto Farias Viana em 11/05/2012, às 11:21hs sobre Toda nudez será hackeada....
Comentar o comentárioPrimeiramente, gostaria de parabenizá-lo pela forma que aborda os assuntos em questão: sem rodeios. E aproveitando o gancho das fotos sensuais de Carol Dieckmann, as pessoas tem que ter mais cuidado com certos arquivos, pois pode se tornar num grande problemão. E mais uma vez, parabéns, Christian.
Por valter jose vieira em 07/05/2012, às 10:25hs
Comentar o comentárioO Santos,jogando com camisa azul,não combina com sua tradição e desvirtua até o hino e grito de guerra da torcida.A camisa preta e branca ,além de mais bonita não poderia e nem poderá ,em tempo algum ser substituida .Sugerimos a quem teve esta ideia, que reveja os conceitos e torne o preta e branco as cores oficiais e insubstituíveis desta grande equipe .
Por Jose A. Silva em 07/05/2012, às 08:07hs sobre Polêmica no alto do morro.
Comentar o comentárioO MP e a CETESB não respeitam o princípio da isonomia. Usam dois pesos e duas medidas e com isto perdem credibilidade.
Na cidade de São Paulo eles permitem que, ainda hoje, se continue construindo em Topos de Morro como a Av. Paulista, Sumaré, Perdizes, etc, etc.
Por Vitor em 06/05/2012, às 11:23hs sobre VTV completa 10 anos e prepara transmissão digital em HD.
Comentar o comentárioCorrigindo o senhor Gil Mansur, na copa de 1970 a televisão em cores não havia sido implantada no Brasil. A transmissão, a partir do México, era colorida, mas nossas emissoras retransmitiam em preto e branco.
A 1ª copa que assistimos em cores foi de a 1974.
Uma rápida pesquisa na internet comprova o que estou dizendo.
Por Wilson da Neves em 05/05/2012, às 09:17hs sobre Polêmica no alto do morro.
Comentar o comentárioIsso é que é falta do que fazer, o pessoal do morro da Sta.Teresinha estão lá legalmente.
Por Neusa Pedro em 30/04/2012, às 21:16hs sobre Raiz profunda.
Comentar o comentárioOi, Jadir!!!
Lindo e sábio a sua mensagem! adorei, tenho muito a aprender com estas leituras.
obrigada!!!
Por jose de abreu em 29/04/2012, às 14:09hs sobre Aplausos merecidos.
Comentar o comentárioParabens dr. roberto por esta informação
Por Roberto Mohamed em 28/04/2012, às 18:43hs sobre A selvageria na Libertadores.
Comentar o comentárioCaro Sergio:
Tenho profundo respeito pelo Presidente do Santos e o apoio em todas as iniciativas positivas para o clube, mas até hoje acho injustificável a sua incapacidade de ouvir críticas. Não é a primeira vez que ele perde a cabeça ao responder alguma indagação de um Conselheiro. Eu estava nessa reunião mas me retirei por conta do sistema chapa branca de perguntas por escrito. E acredito que se tivesse ficado, teria saído em defesa do Conselheiro Celso Leite, primeiro por achar que está certo, pois o filme é uma MERDA. Segundo porque jamais poderei admitir o desrespeito a um Conselheiro no uso de suas atribuições. Quem não consegue conviver com críticas, torne-se patrão na iniciativa privada ou vire o Lula. A Presidência de um clube do tamanho do Santos, implica em paciência para críticas e bom senso para respostas.