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23/08/2009

1 - Há um velho ditado que diz o seguinte: “cada povo tem os governantes que merece”. Muito tem se falado sobre a crise no Senado brasileiro. Vemos baixarias protagonizadas por José Sarney, Fernando Collor, Renan Calheiros, Tasso Jereissatti e outros, independente de partido. Isso revolta? Sim. Mas quem colocou (ou recolocou) essa gente lá dentro? Nós, o “povo brasileiro”.
2 - Vivemos num país onde o principal festival cinematográfico tem a coragem de prestar uma homenagem à Xuxa. Motivo? Sua “contribuição ao cinema brasileiro, com 16 filmes desde a década de 80, além de transmitir ótimas mensagens para muitas gerações”. Ah, sei... Que coisa, esqueceram de incluir nessa lista o “Amor Estranho Amor”. Senão seriam 17 fitas...
Imagine quanta gente, que já deu – e dá – a vida pela sétima arte no Brasil, merece esse prêmio especial mais que a protagonista de maravilhas como “Xuxa Requebra” e “Super Xuxa Contra o Baixo Astral”.
Pior: em seu discurso de agradecimento, a Rainha dos Baixinhos decretou: “Eu sou do povo. Eu não tenho vergonha de ser povo, de ser loira e vencedora”. Sim, e essa moça “do povo” teria cobrado R$ 60 mil de cachê para estar presente à homenagem que recebeu.
3 - Acaba neste domingo o reality show “A Fazenda”. E as “ligações populares” deixaram o menino mimado Dado Dolabella a ponto de ganhar um prêmio de R$ 1 milhão. Se é que a Record não manipula o negócio, tal resultado soa como um “faça um tipo em frente às câmeras e engane os trouxas, você vai se dar bem”.
Mais ou menos como nossos políticos fazem...
Sequelas
Ah, e “A Fazenda” vai nos trazer sérias consequências. Imagine que, durante os três meses de confinamento, Dado Dolabella compôs várias músicas que estarão em seu segundo CD.
O primeiro, aliás, tem o sugestivo título de “DADO pra você”. Seguindo essa linha, o novo poderia chamar “Não quero isso nem DADO”!
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