Já que anda difícil criar algo novo que preste, a Globo lançou mão de mais um remake em sua teledramaturgia. “Ti Ti Ti” voltou ao ar, com a obra de Cassiano Gabus Mendes remodelada por Maria Adelaide Amaral.
A versão original foi ao ar 25 anos atrás. Um estrondoso – e merecido – sucesso, marcado por um texto divertido e atuações inesquecíveis, especialmente dos protagonistas Jacques Leclair (Reginaldo Faria) e Victor Valetim (Luiz Gustavo).
Nestes primeiros capítulos, pode-se perceber que a autora fez várias modificações, mas mantém o mesmo espírito, com um tom leve e descontraído. Porém...
Alexandre Borges vem se saindo bem em sua construção de Jacques Leclair, mais caricato que o de Reginaldo Faria.
Mas vocês vão me desculpar: o Murilo Benício não dá!
Para quem não assistiu à versão original, até passa. Do contrário, não há como desassociar – chega a ser constrangedora a discrepância entre Benício e Luiz Gustavo.
Enquanto Luiz Gustavo deu um show na pele do hilário pobretão Ariclenes, que arruma um jeito de entrar no mundo da moda e rivalizar com seu inimigo de infância (André Spina/Leclair), Murilo Benício não consegue conferir ao personagem a veia cômica que ele pede. E, o que é ruim, tende a piorar, quando vier a caracterização de Ariclenes como Victor Valentim.
Com um protagonista meia-boca, a novela perde muito, até porque a briga Ari x Spina é o fio condutor da trama.
“Atrás da Cicarelli”
A geladeira que Daniela Cicarelli encara na Band virou motivo de piada no “Custe o que Custar” segunda-feira (26).
Depois de exibido o “CQTeste”, que teve a participação de Edgar Piccoli, o humorista Marco Luque disse que tem cerveja no camarim da emissora. No que Rafinha Bastos emendou: “Cervejinha, atrás da Cicarelli”!